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Ponte Rio Negro está sem iluminação há três meses

Vários trechos da ponte Rio Negro estão sem iluminação adequada há mais de três meses – foto: Alberto César Araújo

Vários trechos da ponte Rio Negro estão sem iluminação adequada há mais de três meses – foto: Alberto César Araújo

A falta de energia elétrica nos últimos três meses tem prejudicado moradores das comunidades e municípios que estão depois da ponte Rio Negro. Além de oferecer risco como acidentes, a falta de iluminação ocasionou insegurança para esses moradores que, às vezes, atravessam a ponte a pé e no meio do caminho são abordados por marginais.

Nos ônibus, a situação não é diferente, pois no momento em que o veículo entra na parte que não está iluminado também sofre assaltos.

Segundo a vendedora Rosilene Oliveira, que mora no distrito de Cacau-Pirêra, localizado no município de Iranduba (distante 27 quilômetros da capital), após as 18h os comunitários não podem caminhar pela rodovia AM 070 (Manaus-Manacapuru), pois por causa da falta de energia e segurança, muitos assaltos ocorrem diariamente nas proximidades da cabeceira da ponte.

“Trabalho com a venda de peixe nesta área, mas nunca confio em ficar sozinha na barraca e nem mesmo na companhia do meu esposo. Antes de escurecer, recolhemos tudo que temos e vamos para casa e o jeito é ficar a noite dentro do lar, pois cada dia que passa esse trecho fica mais perigoso. Não duvido que logo vamos presenciar homicídios nesta área por causa deste abandono. A iluminação só funcionava nos primeiros anos, após a inauguração, agora a escuridão tornou-se algum comum”, desabafou.

A universitária Mara Magalhães, 23, que sempre morou na comunidade Alto de Nazaré, próximo à cabeceira da ponte, relatou que nos últimos três meses ocorre a falta de energia desde o início da ponte, ainda em Manaus, até o início de Cacau-Pirêra.

“Às vezes é só um trecho da ponte que não está iluminado, mas tem dias que toda a ponte fica sem energia. Um dos principais problemas é que os ônibus que fazem a travessia para as comunidades, principalmente o que vai até o município de Iranduba, passam por assaltos. A situação se tornou até comum, antes de subir em qualquer ônibus rezo para não ser a próxima vítima”, contou.

Grupos de ciclistas, que colocam a travessia da ponte como rota, também são vítimas de assaltos. Nos próximos dias, caso o problema não seja solucionado, os ciclistas pretendem iluminar todo o trecho com velas, forma de protesto por causa do abandono da ponte.

“O custo da obra dessa ponte foi altíssimo e em pouco tempo ela já está assim, nesse estado de abandono. Além de ser um local de passagem, é também uma área adequada para esportes. Só precisamos de segurança para isso”, disse um esportista que não quis se identificar.

O EM TEMPO entrou em contato com a concessionária Eletrobras Amazonas Energia, mas até o fechamento desta edição, a empresa não havia se pronunciado.

Por Isabelle Valois (equipe Jornal EM TEMPO)

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