Dia a dia

Ponta Negra está perto de ter praia liberada

Espaço voltará a ser usado pela população se as águas alcançarem 19 centímetros estabelecidos em termo assinado com o Ministério Público- foto: Márcio Melo

Espaço voltará a ser usado pela população se as águas alcançarem 19 centímetros estabelecidos em termo assinado com o Ministério Público- foto: Márcio Melo

Interditada há mais de um mês, a praia da Ponta Negra pode ser liberada para uso dos banhistas ainda em dezembro. O espaço voltará a ser usado pela população se as águas continuarem a ter a média de subida de 6 cm ao dia e alcançarem os 19 centímetros estabelecido no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre a Prefeitura de Manaus e Ministério Público do Estado (MP-AM).

De acordo com o presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, responsável por gerir o Complexo Turístico Ponta Negra, o prazo de interdição da praia era de 45 dias, podendo ser liberada dependendo de que o alcance do nível das águas chegue na cota estabelecida. “Nas últimas três semanas o rio não estava subindo, mas nesta semana o rio subiu uma média de 6 centímetros. Os especialistas avaliam que entramos no período de cheia”, avaliou Moita.

Segundo o responsável pelo Implurb, a partir do alcance da média esperada, o prefeito Arthur Virgílio Neto pode liberar a praia mesmo sem as vistorias dos órgãos de fiscalização, como o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Conforme avaliou o Implurb, apesar de as chuvas estarem escassas em Manaus, as águas que caem na cidade não interferem na subida ou descida do rio.

Medida de segurança

A praia da Ponta Negra foi interditada em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de março de 2012, que estabeleceu uma profundidade mínima de 16 metros no Rio Negro, após a morte de 12 banhistas nas águas da praia.

A medida foi tomada para prevenir que banhistas sofressem acidentes, como queda em buracos e depressões, comuns com o rio mais seco, conforme informou o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio Oliveira.

O termo, coordenado pelo Ministério Público, foi acordado também pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, Policiais Militares (PM), além da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que firmaram o compromisso de fechar a praia, quando se tornasse imprópria para ser frequentada.

Por Stênio Urbano

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