Economia

Polo naval do AM ganha fôlego com portos do Pará

Sem polo naval, estaleiros amazonenses que funcionam sem organização na orla de Manaus perdem em infraestrutura e logística para atendimento de mercado nacional e internacional – foto: arquivo EM TEMPO

Construção de novos terminais no Estado vizinho vai beneficiar estaleiros instalados no território amazonense – foto: arquivo EM TEMPO

O anúncio feito no início deste mês de que o Estado do Pará deverá receber seis portos, por meio de leilão realizado pelo governo federal, deu novo alento ao polo naval do Amazonas. Das 253 embarcações que serão construídas para os empreendimentos, em torno de 90 deverão ser fabricadas pelo setor local. A ação deverá fomentar a economia da região, com geração de emprego e renda.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), Matheus Araújo, afirma que todos os seis portos a serem construídos no Pará contarão com a participação de todos os estaleiros a nível nacional, inclusive os do Amazonas. Segundo Araújo, o polo naval local já mostrou competência e maturidade, sendo o segundo maior polo do país em volume de construção com o porto graneleiro, localizado no município de Itacoatiara, que ele afirma ser um dos mais importantes do mundo. “Sem dúvida, com esse universo de embarcações anunciadas haverá resultados significativos na geração de emprego e renda no setor naval, para os dois Estados (Amazonas e Pará), e alavancaria o crescimento de novos postos de trabalho nos estaleiros destes dois Estados”, conta.

 

Implantação

O segmento naval do Amazonas ainda espera melhorias e a implantação de um polo onde os estaleiros ficarão concentrados. De acordo com Araújo, o sindicato trava uma luta por uma área de implantação comum entre os estaleiros divididos pelo Estado para que o polo naval do Amazonas seja instalado de forma definitiva e organizada. No novo local haverá uma política de destinação dos resíduos sólidos, escola de inclusão social da comunidade em torno, visando à inclusão para atender população do entorno em todos os níveis de assistência social, educacional e saúde. “A localização definida fica as margens esquerda do rio Amazonas, entre o lago do Puraquequara e o igarapé do Jatuarana, onde há o complexo naval, mineral e de logística, muito próximo do Distrito Industrial, permitindo a continuidade do desenvolvimento sustentável da Amazônia”, revela.

 

Por Asafe Augusto

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