Economia

Polo de duas rodas fecha semestre com queda de 33%, avalia Abraciclo

De janeiro a junho deste ano, o polo de duas rodas de Manaus produziu o total de 464.357 unidades de motocicletas – foto: Diego Janatã

De janeiro a junho deste ano, o polo de duas rodas de Manaus produziu o total de 464.357 unidades de motocicletas – foto: Diego Janatã

Ao fechar o primeiro semestre deste ano com queda de 33,4% na produção de motocicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM), em relação ao mesmo período de 2015, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) anunciou que para o setor deverá fechar o 2016 com recuo de 13, 7% em relação ao ano passado.

De janeiro a junho deste ano, o polo de duas rodas de Manaus produziu o total de 464.357 unidades de motocicletas, enquanto do mesmo período do ano passado o segmento produziu 697.540. Nos últimos anos os números do polo de duas seguem decrescendo mês a mês. De maio para junho o recuo foi de 11%. Enquanto em maio foram produzidas 92.308, em junho saíram da linha de produção 81.387.

O recuo do setor também aparecer nos números das vendas no atacado e varejo onde, de acordo com a Abraciclo, os produtos fechar o ano com queda de 14,3% e 16,7%, respectivamente, em relação ao 2015. Nos primeiros seis meses do ano, as concessionárias alcançaram volume de venda de 452.368 unidade, um recuo de 31,4% em comparação com o mesmo período de 2015, onde foram vendidas 659.093 motocicletas.

Nos últimos anos, os números do polo de duas seguem decrescendo mês a mês - foto: Rosianne Couto

Nos últimos anos, os números do polo de duas seguem decrescendo mês a mês – foto: Rosianne Couto

No varejo, o encolhimento foi de 26,8%. Se em 2015, de janeiro a junho, foram vendidas 641.707 motocicletas, neste ano, o volume foi de 469.581 unidades licenciadas, conforme dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam)

Apesar do acumulado de números negativos do polo de duas rodas e do comércio do setor, o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, avaliou os resultados do primeiro semestre como “não são muito animadores” e apontou o segundo semestre como um grande desafio para o segmento de duas rodas.

“A esperança é o que nos move. O setor encolheu significativamente nos últimos quatro ou cinco anos. Caímos pela metade, mas os investimentos foram realizados. Há uma parte ociosa na nossa indústria, mas há indicativos de que, no futuro, é possível reocupá-la e voltar a crescer”, avaliou Fermanian. Ele ressaltou a necessidade de maior estabilidade política e econômica no Brasil para que medidas sejam adotadas e se retome o crescimento.

Exportação

Apesar do menor volume em comparação ao mercado doméstico, na contração dos resultados negativos, as exportações apresentaram alta de 70,7% de janeiro a junho em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto no primeiro semestre de 2016 foram exportadas 31.134 unidades, no mesmo período de 2015 o setor exportou apenas 18.241. Conforme a Abraciclo, o saldo é reflexo da recuperação de mercado na Argentina.

Nos resultados anuais, a associações prevê fechar as exportações com alta de 1,3%. Foram produzidas para o mercado externo 7.657 motocicletas em junho deste ano, 1.181 a mais do que em junho de 2015.

Incerteza que gera retração

Como em todas as regiões do país, a Norte também apresentou queda de 31,2% nas vendas do varejo de motocicletas. “Os números do Amazonas seguem, fundamentalmente, o ritmo do país. A queda aqui, talvez, seja mais acentuada por conta das vendas financiadas. Houve um encolhimento no setor industrial e o consumidor daqui sentiu que o risco em perder o emprego é maior”, explicou Fermanian. “E a incerteza no futuro, gera retração no consumidor”, pontuou.

Nos últimos três anos, foram produzidas 200 milhões de bicicletas, segundo dados da Abraciclo. Ainda de acordo com a Associação, o número corresponde a 100% na produção local, na Zona Franca de Manaus (ZFM), representando 40% do mercado nacional.

Há registro de uma queda de quase 15% na comparação entre os seis primeiros meses deste ano em relação ao ano anterior. Em junho deste ano, foram produzidas 64.343 bicicletas.

Ao contrário das motocicletas, que é mais exportada, o Brasil recebe de outros países o produto. A China é a maior importadora de bikes para o país.

Por Rosianne Couto

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