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Políticos sem mandato no Amazonas já estão de ‘olho’ em 2016

Alguns deles já declaram publicamente que serão candidatos ao cargo de prefeito de Manaus ou de municípios do interior – fotos: Michell Melo/arquivo ET

Alguns deles já declaram publicamente que serão candidatos ao cargo de prefeito de Manaus ou de municípios do interior – fotos: Michell Melo/arquivo ET

A pouco mais de um ano para as eleições municipais de 2016, políticos sem mandato já estão atentos aos prazos e ao planejamento para não repetirem o mesmo resultado das eleições do ano passado. Alguns deles já declaram publicamente que serão candidatos ao cargo de prefeito de Manaus ou de municípios do interior.

Outros não falam abertamente, mas informam que os partidos ao qual são filiados estão se planejando para o próximo pleito. O eleitor já se acostumou ver que tudo pode mudar, mesmo faltando poucas horas do encerramento do prazo das convenções partidárias.

As eleições para os cargos de vereador, prefeito e vice-prefeito do ano de 2016 serão realizadas no dia 2 de outubro. Segundo o artigo 9º, da Lei nº 9.504/97, para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. Ou seja, até o dia 2 de outubro deste ano. A filiação partidária deve ser confirmada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até a primeira quinzena de outubro.

O amo do boi-bumbá Garabtido, Tony Medeiros, que é de Parintins e vota naquele município, não se reelegeu deputado estadual pelo PSL, mas disse que deve transferir o título para Manaus porque é intenção da executiva nacional de seu partido que ele concorra ao cargo de prefeito da capital.

“A executiva tem um indicativo do meu nome para a Prefeitura de Manaus, mas ainda há muitas águas para passar sob essa ponte. Temos um planejamento para fazer dois vereadores em Manaus e pelo menos um vereador em cada município. Futuramente vamos fazer dois deputados estaduais e um federal”, disse o ex-deputado que também preside o PSL no Estado.

Com um planejamento mais ousado, o PCdoB já figura com sete pré-candidatos à cadeira ocupada hoje por Arthur Neto (PSDB), segundo revelou o presidente regional licenciado do partido no Amazonas, Eron Bezerra. “Eu mesmo, a senadora Vanessa Grazziotin, a (ex-vereadora) Lucia Antony, Ian Evanovich, Josildo dos Rodoviários, a deputada Alessandra Campêlo e Edilon Queiroz”, disse o ex-secretário estadual.

Depois de não se eleger deputado federal nas eleições do ano passado, Eron assumiu um cargo no governo federal. “Eu estou como secretário Nacional de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, mas se o partido vier a decidir pelo meu nome, eu me desincompatibilizo em abril do próximo ano. O que está certo é que o PCdoB terá candidato à Prefeitura de Manaus”, frisou.
Antes da divulgação da extensa lista de pré-candidatos ao Executivo municipal pelo PCdoB, a deputada Alessandra Campêlo confirmou à imprensa, na última terça-feira, seu desejo de ser prefeita de Manaus.

Quem também já externou o desejo de concorrer à Prefeitura de Manaus foi o ex-deputado estadual Marcelo Ramos. Sem partido, o político estuda convites de siglas como o PR, PDT e Rede, esta última possui a sua preferência. “Ainda não tenho partido, mas até final de agosto vou anunciar pelo qual vou concorrer. Recebi convite de vários partidos como o PR, PDT e Rede. Suspendi as conversas com o PR e PDT porque procuro um partido que tenha interesse em construir um novo caminho”, revelou. Em 2014, Ramos trocou uma reeleição de deputado estadual para concorrer ao cargo de governador, ficando em terceiro lugar no pleito.

Interior
Enquanto uns se “capitalizam” para a disputa na capital outros políticos sem mandato estão de olho em outro quinhão: o interior do Estado. É o caso do ex-vereador e atual diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Leonel Feitoza (PSD) e do ex-deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB).

Leonel não confirma oficialmente, mas aos mais próximos ele tem confidenciado o desejo de disputar a Prefeitura de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus). “Meu foco é continuar no Detran até o governador assim entender. É tudo especulação porque sou eleitor de Manaus”, desconversou ao ser questionado sobre o assunto.

Já Sabino não faz segredo que quer retornar à política por meio da Prefeitura de Coari. Ele articula alianças com o grupo liderado pelo ex-prefeito Adail Pinheiro para sair candidato majoritário naquele município, o segundo mais rico do Estado, perdendo apenas para Manaus.

Entretanto, revela, se não conseguir alianças necessárias para seu pleito ele não descarta concorrer ao mesmo cargo, mas em Manaus, à cadeira de Arthur Neto. Sabino já foi candidato à prefeito de Manaus nas eleições de 2012.

Por Cleidimar Pedroso

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