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Política do ICMS ‘alivia’ a indústria amazonense

Indústria amazonense tem cobrado incentivos fiscais por parte do governo para poder enfrentar a crise e voltar a mostrar competitividade- foto: Ione Moreno

Indústria amazonense tem cobrado incentivos fiscais por parte do governo para poder enfrentar a crise e voltar a mostrar competitividade- foto: Ione Moreno

Empresários da indústria avaliam como positiva a medida governamental que dará isenção na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia elétrica para as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) com a contrapartida de repassarem 20% do valor que seria pago com o tributo para financiar programas e projetos sociais no Estado.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, em um momento conturbado que há varias preocupações com o setor industrial, a medida de conceder isenção e incentivar a indústria veio em boa hora. De acordo com Azevedo as medidas tomadas que vinham sendo tomadas – no cenário de crise econômica e política que o pais atravessa – são para onerar o contribuinte.

“A medida do governo estadual é boa e terá um impacto positivo na indústria. Nesse momento conturbado com certeza vai aliviar o setor, diferente do que o governo federal vem fazendo”, avalia.

A isenção será concedida mediante alguns critérios. As empresas devem estar regulares com o fisco e firmar um termo de adesão com o governo, se comprometendo a fazer os repasses de verba, que irão alimentar programas e projetos sociais, na ordem de R$ 2,8 milhões.

Comércio

Diferentemente do setor industrial, o comércio não tem o que comemorar. Segundo o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA) Ismael Bicharra, houve um aumento de 17% para 18% do ICMS no setor. Segundo Bicharra o consumidor vai sentir esse aumento, pois os produtos na gondola sofrerão alteração.

“Vai impactar diretamente no preço do produto para o consumidor. É uma preocupação que temos nesse momento de dificuldade. Nós teremos que aumentar o preço do produto na ponta. O poder aquisitivo do consumidor diminuiu bastante pelo efeito da crise, por conta do aumento do preço do combustivo, e da energia elétrica, tudo fica maior que o reajuste no salário”, diz.

O gerente de uma loja de eletrodomésticos no Centro, Jackson Oliveira, 29, afirma que está temeroso com uma maior retração dos clientes na hora de fazer as compras para o fim de ano.

Por Asafe Augusto

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