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    assembleia legislativa


    Votação pela LDO deve aumentar recursos para infraestrutura aviária

    O objetivo é dar continuidade e concluir as obras de construção e recuperação dos aeroportos em toda região amazônica

    O deputado Pauderney Avelino disse que a medida é essencial para a Amazônia, pois "as estradas são os rios" | Foto: Divulgação

    Manaus - Na última votação das emendas parlamentares para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o deputado estadual Pauderney Avelino (DEM) incluiu a destinação de recursos ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). O objetivo é dar continuidade e concluir as obras de construção e recuperação dos aeroportos em toda região amazônica.

    A ação é responsabilidade da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara)Até 2004, o Departamento de Aviação Civil, subordinado ao Comando da Aeronáutica, fazia a gestão do fundo aeroviário. Parte dos recursos deste fundo era destinado à Comara.

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    Com a criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), porém, várias mudanças ocorreram dentre elas a implantação do Fundo Nacional de Aviação Civil, passando a dar prioridade para construção e recuperação de aeroportos de interesse civil e deixando de depositar dinheiro à comissão.

    Pauderney explicou sua decisão afirmando que a infraestrutura aviária é essencial na Amazônia, devido a grande quantidade rios. “É fundamental manter a verba para a Comara. As distâncias entre os municípios da Amazônia são continentais. As estradas são os rios, que demandam dias de navegação. Então, em muitos casos, só temos o avião como meio de transporte viável. Em especial, para o atendimento médico de pacientes que precisam de urgência no deslocamento de uma cidade para outra”, justificou.

    “A manutenção das pistas que já existem é muito importante, porque a Amazônia se localiza numa região que liga muitos estados e países. Portanto, é uma alternativa para casos de panes que necessitem de pouso emergencial”, ponderou.

    Histórico

    Em 2017, por exemplo, a Comara recebeu apenas R$7,6 milhões para obras em toda região, mas com esse valor está sendo possível tocar apenas a obra de uma pista. Para manter a média de 4 a 6 pistas em obras é necessário um fluxo anual de pelo menos R$100 milhões.

    “Os custos são altíssimos para se construir uma pista de pouso. É necessário transportar todo material de construção na época da cheia e fazer a obra durante a seca, e isso deixa a logística bem mais complicada. Preservar recursos para essas pistas no Amazonas significa evitar o colapso de um modal tão caro para os habitantes de uma região carente”, concluiu Pauderney.

    De acordo com a Comara, ao longo dos últimos 60 anos, já foram construídas 182 pistas na Amazônia. Nos anos 1950 só existiam 17 pistas em operação, sendo apenas 3 pavimentadas.

    Com informações da assessoria*

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