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Policiais e bombeiros militares do AM decidem possível paralisação nesta quarta

Manifestação de policiais militares realizada ano passado nas proximidades da Arena da Amazônia – foto: Diego Janatã

Manifestação de policiais militares realizada ano passado nas proximidades da Arena da Amazônia – foto: Diego Janatã

Sem avanços nas negociações, policiais e bombeiros militares do Amazonas, decidem nesta quarta-feira (6) em assembleia geral a paralisação da categoria, com início previsto para a próxima semana, caso haja aprovação. De acordo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), a classe estaria insatisfeita com a declaração do governador José Melo feito no mês passado, sobre a suspensão do reajuste salarial e das promoções dos servidores.

Segundo a entidade que representa os policiais militares, o governo não mostrou interesse em apresentar uma contraproposta para os servidores. A Apeam alega que a decisão do governo em suspender qualquer tipo de gasto com servidores estaduaisprejudicou pelo menos 2.284 policiais militares que estavam aguardando para o primeiro semestre deste ano as promoções.

Além dessa pauta, os servidores reclamam o cumprimento da data base, o código de ética dos policiais e bombeiros militares, a regulamentação da escala de serviços, auxílio alimentação e o aumento do auxílio moradia dos atuais R$ 300 para R$ 1 mil.

A Apeam ressaltou ainda que, se for aprovada a paralisação, o efetivo da PM será reduzido no prazo de dez dias e que apenas ocorrências consideradas gravíssimas serão atendidas pelos servidores.

“Já realizamos um ato público para mostrar nossa insatisfação sobre a decisão do governo em adiar os benefícios. Tentamos várias negociações, mas não obtivemos sucesso, então amanhã (hoje) iremos decidir junto com os servidores a nossa greve. Caso eles concordem em suspender as atividades, no máximo em dez dias a PM deflagra a greve. Esse prazo será necessário para oficializar a greve e prevenir o Estado sobre o movimento”, frisou a Apeam.

Durante uma reunião com representantes das categorias ocorrida em abril, após um ato público, o governador José Melo se comprometeu em voltar a reunir com os servidores para tratar sobre as reivindicações. Segundo ele, no mês marcado para a retomada da discussão, espera-se que a arrecadação estadual já tenha se recuperado. Melo também assegurou que o diálogo com os servidores permanece por meio de comissões técnicas específicas para cada categoria, sobretudo para discutir melhorias que não gerem impacto nos gastos com pessoal.

Por Gerson Freitas (equipe AGORA)

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