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Polícia usa extintores para conter aglomeração de imigrantes na Grécia

A polícia da Grécia usou extintores de incêndio e jatos d’água para tentar conter milhares de imigrantes que tentavam se registrar nesta terça-feira (11) em um estádio de futebol da ilha de Kos, no leste do país.

Os imigrantes, em sua maioria sírios, haviam feito fila na entrada do estádio para tentar receber ajuda humanitária do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur). O cadastro é a primeira etapa do processo de pedido de refúgio.

As autoridades gregas tentavam organizar a fila de milhares de pessoas, sem sucesso. Com a aglomeração e o calor de 33° C, alguns imigrantes começaram a brigar entre si nas entradas do estádio, provocando um tumulto.

Devido à confusão generalizada, muitas das pessoas que estavam ao lado começaram a empurrar as portas do estádio. Isso levou à reação da polícia, que usou pó químico para impedir a entrada dos imigrantes e dispersar o tumulto.

Ainda não se sabe os motivos que levaram às brigas registradas. Depois do confronto, alguns dos imigrantes fizeram barricadas nas estradas para pedir mais celeridade na concessão dos benefícios.

O confronto acontece um dia após um policial da ilha ser afastado por apontar uma faca e dar um tapa na cara de um imigrante paquistanês. A imagem foi registrada pela imprensa grega e gerou revolta entre os imigrantes.

A ilha de Kos, no mar Egeu, fica a 4 km de distância de Bodrum, na Turquia. Por seu fácil acesso, tornou-se um dos principais pontos de chegada de imigrantes ilegais, principalmente vindos do Oriente Médio.

O Acnur considerou a situação nas ilhas gregas “vergonhosa”. Em forte crise financeira, o país e as autoridades locais afirmam não ser capazes de dar abrigo a todos eles.

“Há um perigo real de a situação sair do controle. Sangue será derramado”, disse o prefeito de Kos, Yorgos Kyritisis.

A polícia informou que reforçará a segurança da região ao trazer mais agentes da tropa de choque das ilhas de Rhodes e Syros.

Segundo a ONU, cerca de 124 mil pessoas chegaram à Grécia neste ano na esperança de ir a outros países da Europa. O número só é superado pelo fluxo de pessoas que aporta na ilha de Lampedusa, na Itália.

Por Folhapress

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