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Polícia usa balas de borrachas para conter protesto de moradores em Cacau Pirêra

Nove viaturas da Policia Militar, sendo uma do choque e três da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), estão no local para controlar a liberação na rodovia - fotos: Thiago Fernando

Nove viaturas da Policia Militar, sendo uma do choque e três da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), estão no local para controlar a liberação na rodovia – fotos: Thiago Fernando e Mara Magalhães

Após o fechamento da rodovia Manoel Urbano, que dá acesso a Ponte Rio Negro, a polícia utilizou balas de borrachas e bombas de gás lacrimogênio para conter o protesto de moradores do Cacau Pirêra, que acontece desde o início da manhã desta quinta-feira (11).

Nove viaturas da Policia Militar, sendo uma do choque e três da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), estão no local para controlar a liberação na rodovia, que causou um grande congestionamento.

Segundo um dos moradores, o ajudante de pedreiro Leno Santos Coelho, 24, a polícia deu 30 minutos para os manifestantes liberarem a via. “Estávamos reivindicando e deram 30 minutos para gente sair, mas eles foram logo jogando as bombas e saímos correndo. Eles começaram a atirar balas de borracha”, contou.

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Ainda conforme o morador, uma criança foi atingida na boca pelas balas. Além disso, duas senhoras também teriam sido atingidas nas pernas e costas.

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Ainda conforme o morador, uma criança de dois anos foi atingida na boca pelas balas e foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a uma unidade hospitalar da capital. Além disso, duas senhoras também teriam sido atingidas nas pernas e costas e ambas foram atendidas pelos Samu e conduzidas para o hospital de Iranduba.

De acordo com o sargento Arleilson, da PM, a polícia teve que usar balas de borrachas e bombas de gás lacrimogênios para a retomada da ordem e liberação da via.

“Houve bloqueio da via por parte dos manifestantes, então a policia fez a retomada da ordem. A manifestação estava sendo pacifica, só que eles queriam tocar fogo em pneus e tivemos que fazer o desbloqueio que dá acesso para as pessoas que estão indo e vindo”, comentou o sargento, informando ainda que cerca de 200 moradores estão protestando.

A polícia prendeu um indígena da etnia Kokama Miranha, identificado como David Mendes. A mãe do rapaz, a agricultora Rita Mendes, 63, disse à reportagem que o filho não estava participando do ato, mas estava apenas próximo, e a polícia chegou levando ele. “Meu filho estava correndo por causa das balas e bombas, não participou do ato. Agora vou ter que correr para tentar tirar ele da cadeia”, relatou.

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Além do indígena, outras duas pessoas, ainda não identificadas, foram presas e levadas para a delegacia de Iranduba, onde serão apresentadas.

Além do indígena, outros dois homens identificados como Fabricio Rodrigues da Silva, 18, e Geremias Barbosa dos Santos, 27, foram presos e levados para a delegacia de Iranduba, onde foram indiciados por desacato e resistência à prisão.

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Após serem ouvidos pelo delegado do município, Paulo Mavignier, os três vão assinar um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) e responderão o processo em liberdade.

Por Kattiúcia Silveira (equipe EM TEMPO Online)

Com informações de Thiago Fernando (equipe Jornal EM TEMPO)

 

 

 

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