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Polícia russa prende ativistas gays que tentavam protestar em São Petersburgo

A polícia russa deteve neste domingo (2) vários ativistas dos direitos gays que tentavam protestar no centro de São Petersburgo. No mesmo momento, ocorria a festividade nacional dos paraquedistas russos, conhecidos pela aversão às minorias.

Segundo a imprensa local, a polícia prendeu os ativistas na Praça do Palácio, perto do museu do Hermitage, antes que tivessem tempo de montar um arco-íris. Um dos ativistas teve uma bandeira e um cartaz retirados à força por paraquedistas que passeavam pela praça.

Um conhecido defensor dos direitos homossexuais, Yuri Gavrikov foi detido logo após sair de sua casa de bicicleta. A polícia o acusou de dizer obscenidades na rua, o que ele negou.

As autoridades russas proíbem manifestações de minorias sexuais e paradas do orgulho gay com a justificativa de que isso impede que os homossexuais sejam alvo de agressões pelos ultranacionalistas e radicais ortodoxos.

Um dos líderes do movimento homossexual russo, Nikolay Alekseyev foi detido no final de maio em Moscou ao tentar realizar uma marcha do orgulho gay sem autorização da prefeitura.

A Rússia proibiu em 2013 a propaganda da homossexualidade entre os menores de idade, uma lei que as minorias sexuais consideram uma flagrante violação de sua liberdade de expressão. Segundo uma pesquisa, 37% dos russos acredita que a homossexualidade é uma doença que deve ser curada.

O artigo 121 do Código Penal da Rússia, que sancionava com penas de prisão as práticas homossexuais, só foi abolido em 1993, ano em que também se deixou de considerar o homossexualismo uma doença mental.

“Sim, eu sou gay e tenho direitos similares aos de outras pessoas”, disse o ativista Alexei Nazarov, que viajou de Moscou para participar do evento.

“O que eles fazem aqui não é certo, é terrível”, disse um paraquedista veterano Alexander Fadeyev, que tentou rasgar cartaz das mãos de manifestantes. “Nós estamos na Rússia e não na América. Deixe-os ser o que eles quiserem na América e não na Rússia”.

Por Folhapress

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