Política

Polícia Federal deve intimar Lula para depor sobre seu filho

A Polícia Federal decidiu intimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor em inquérito aberto a partir da Operação Zelotes. O objetivo é ouvi-lo sobre a atuação da empresa de Luis Cláudio Lula da Silva, seu filho.

Lula deverá depor na sede da PF, em Brasília, ou, se preferir, na superintendência paulista do órgão. Os policiais marcaram o depoimento para o dia 17, mas a confirmação depende de a intimação ser feita em tempo hábil.

Às 17h desta sexta (11), o Instituto Lula informou que ele ainda não havia sido intimado, mas que estará à disposição das autoridades “para contribuir com o esclarecimento da verdade”.

Segundo o Instituto, Lula não tem relação com o caso.

As investigações da Zelotes apontaram que a empresa LFT Marketing Esportivo, de Luis Claudio, recebeu R$ 2,5 milhões do escritório de lobby Marcondes & Mautoni, entre 2014 e 2015. Na época, o escritório foi remunerado com R$ 16 milhões por firmas do setor automotivo interessadas na renovação de uma medida provisória do governo.

Ao justificar o recebimento dos recursos, Luis Claudio apresentou documentos que, segundo a PF, incluem reproduções de sites com qualidade “duvidosa”.

Entre 2013 e 2014, segundo a investigação, um grupo de lobistas atuou para renovar uma medida provisória de 2009, com prazo de validade de cinco anos e que na época da sua edição havia gerado o pagamento de “comissões”. A nova empreitada, entre 2013 e 2014, de acordo com a Zelotes, resultou na edição da MP 627, de 2013, convertida na lei nº 12.973, de 2014.

Para a Procuradoria da República no Distrito Federal, “é muito suspeito que uma empresa de marketing esportivo receba valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com a administração pública (Marcondes & Mautoni)”.

A PF quer saber ainda se, como disse o ex-ministro Gilberto Carvalho, Lula é amigo de Mauro Marcondes, o dono Marcondes & Mautoni.

Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente “não tem qualquer relação com os fatos investigados” e a “medida provisória em questão foi editada e aprovada pelo Congresso em 2013, quando ele não era mais presidente”. A norma foi editada no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Por Folhapress

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