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Polícia Federal deflagra segunda fase da operação ‘Dízimo’, em Iranduba e Manaus

A Polícia Federal do Amazonas (PF-AM) deflagrou na manhã desta quarta-feira (18) a segunda fase da operação ‘Dízimo’, para o cumprimento de 18 mandados de condução coercitiva.

Três mandatos foram direcionados para empresários em Manaus e o restante para empresários residentes no Iranduba (a 27 quilômetros da capital). Segundo a PF, essas pessoas eram ligadas a empresas que participavam de contratos licitatórios irregulares para o transporte escolar no município. As investigações apontam para o desvio de cerca de R$ 7 milhões anualmente.

A maioria dos contratos investigados no início da operação era na parte do transporte escolar, viés este, que segundo o delegado Alexandre Teixeira, titular da delegacia de crimes financeiros e desvios de recursos públicos, foi o que deu início às investigações contra o prefeito Xinaik Medeiros.

“A partir desse contrato é que se constatou que haviam outros contratos com sérios indícios de fraudes. Com isso, começamos as investigações que levaram a prisão de todos os envolvidos”, disse.

O delegado informou que 12 pessoas envolvidas no escândalo de corrupção estão presas em consequência da primeira fase da operação ‘Dízimo’, deflagrada dia 16, sendo que duas já tinham sido presas na operação ‘Cauxi’, deflagrada no dia 10 pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).

Vereadores
Ainda como resultado a primeira fase da operação Dízimo, seguem para a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, nesta quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Iranduba, vereador Paulo Bandeira (PSD), e o líder do prefeito também preso, Xinaik Medeiros (Pros), vereador Antônio Gerlande (PTN).

Eles se apresentaram na noite da última segunda-feira (16), na sede da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas. Os dois estavam foragidos e são suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Com a prisão dos dois vereadores (um já estava preso), a PF concluiu o cumprimento dos 11 mandados de prisão preventiva expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal no Amazonas.
Durante a operação, a PF cumpriu ainda 16 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva na capital, no município e no Cacau-Pirêra, distrito de Iranduba, totalizando 29 mandados.

A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de R$ 52 milhões em bens dos envolvidos.

Por equipe EM TEMPO Online

Colaborou Henderson Martins

Texto atualizado às 13h30 para inserção de informações

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