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Polícia desmente boatos sobre prisão de suspeito da morte do prefeito de Maraã; investigações seguem três linhas

Cícero Lopes foi assassinado na tarde de domingo com um tiro de espingarda calibre 12 – foto: reprodução

Cícero Lopes foi assassinado na tarde de domingo com um tiro de espingarda calibre 12 – foto: reprodução

A polícia desmentiu na manhã desta terça-feira (1º) os boatos sobre a prisão de um dos suspeitos da morte do prefeito de Maraã Cicero Lopes (Pros), ocorrida no último domingo (28).

Segundo o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar de Tefé, major Allan Rêgo, as ‘informações’, que estão sendo veiculadas e disseminadas nas redes sociais, são infundadas, uma vez que nenhum suspeito foi preso pelo policiamento até o momento.

As investigações sob o assassinato do chefe do executivo de Maraã estão seguindo três linhas de verificação. Segundo o major Allan Rêgo, uma delas seria por motivação política, a segunda seria por vingança, e a terceira hipótese seria por uma dívida de madeira.

“Todas essas hipóteses esteamos trabalhando como linha de investigação, mas, até o momento, nenhum suspeito foi identificado”, disse o major.

Com isso, o presidente da Câmara de vereadores do município de Maraã, Bethuel Pereira Brizido Filho (PSC) deve assumir o comando da prefeitura até que as investigações sobre a morte do prefeito Cícero Lopes (Pros) sejam concluídas. O motivo seria o fato do vice-prefeito do município, Luiz Magno Praiano Moraes (PT), ser apontado como um dos principais suspeitos da morte de Cícero Lopes, informou Bethuel.

O presidente da Câmara de vereadores de Maraã disse que pretende se reunir com os colegas parlamentares, ainda na manhã de hoje, para definir o comando da prefeitura em favor da presidência da Câmara, isto, até a conclusão do processo de investigação.

Em seu primeiro mandato de prefeito, Cícero Lopes foi assassinado na tarde de domingo (28), com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas, no momento que chegava a sua residência, acompanhado de seu neto de 22 anos de idade.

O prefeito ainda foi encaminhado para o hospital do município onde recebeu atendimento médico, no entanto, não resistiu aos ferimentos. No hospital, os médicos encontraram 25 perfurações de chumbos ocasionadas pelo disparo da arma de fogo.

A morte do prefeito ocasionou comoção de grande parte da população de Maraã, e como a briga entre o prefeito e o vice eram constantes, parte da população se reuniu e caminhou até a casa do vice-prefeito onde pretendiam depreda-la. Desta forma, temendo por sua vida, o vice-prefeito resolveu pedir proteção na delegacia do município, onde está detido para preservar sua integridade física.

O irmão do prefeito de Maraã, Miguel Lopes, disse que o crime contra o prefeito já estava sendo arquitetado há muito tempo. Segundo ele, o próprio vice-prefeito queria assumir o comando da administração pública. Com isso, um plano foi elaborado para tirar a vida de Cícero Lopes, isso, com ajuda de duas outras identificadas por Miguel como Ademir e Lazaro Moraes, primos do vice-prefeito.

“Eles viviam planejando para pegar meu irmão pela beira do rio, e como meu irmão nunca andou com segurança e nem armas eles aproveitaram da situação e realizaram o plano de assassinato”, disse Miguel.

Reforço
Para ajudar nas investigações e na busca do suspeito do assassinato do prefeito Cícero Lopes, 30 policiais militares, além do grupo Fera e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) foram encaminhados para o município.

Henderson Martins

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