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Polícia age e retira manifestantes da Constantino Nery, liberando a via congestionada

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PM’s foram orientados a utilizar técnicas policiais para dispersar os manifestantes. – foto: Cecília Siqueira

Após quase três horas de manifestação e uma ação rigorosa da Polícia Militar, moradores do bairro Presidente Vargas, conhecido como ‘Matinha’, na Zona Sul, liberaram, por volta de 9h15 desta quinta-feira (28), o tráfego na avenida Constantino Nery, que registrou um congestionamento quilométrico.

O grupo, formado por pouco mais de 30 pessoas, protestava desde as 6h de hoje, contra a situação que estão vivendo no bairro devido à subida das águas do rio Negro. Eles reivindicam que seja feito cadastramento das famílias no Programa Socioambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

 

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Por causa do bloqueio na via, engarrafamento quilométrico se formou na avenida Constantino Nery. Segundo a polícia, cerca de 250 mil carros ficaram parados na via e adjacências. – foto: Cecília Siqueira

O grupo usou sofás, colchões, madeira e outros objetos para bloquear a via, nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1), causando grande transtorno ao tráfego de veículos. Os reflexos foram sentidos não só em toda a extensão da Constantino Nery (no sentido bairro/Centro), mas também nas principais vias adjacentes, como Djalma Batista e Boulevard Álvaro Maia, até à Zona Oeste, incluindo as avenidas Kako Caminha, Brasil e São Jorge. Todo o trânsito da Zona Centro-Sul também foi afetado.

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Policia usou spray de pimenta para afastar manifestantes e tirar o bloqueio da pista. – foto: Cecília Siqueira

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) estiveram no local para tentar minimizar os problemas no trânsito, mas os moradores estavam irredutíveis, o que levou os policiais da 24º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e Tropa de Choque da PM a agirem com rigor, utilizando spray de pimenta e gás de efeito moral para dispersar os manifestantes.

Um homem chegou a ser preso após atirar um objeto em direção aos policiais. Ele foi levado ao 21º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“Tentamos negociar desde o início. Agimos com todas as técnicas necessárias e ninguém foi agredido pela PM, mas tivemos de atuar com rigor devido á intransigência dos moradores em desobstruir a via. Não usamos a força, mas usamos os meios necessários”, comento o comandante da 24ª Cicom, Anderson Saif.

Para tentar dar fluidez ao tráfego de veículos, até a Faixa Azul da Constantino foi liberada para veículos de passeio.

Situação precária
Moradora do local há quase 35 anos, Jerusa Mota, contou que a situação dos habitantes daquela área está precária e que por conta da cheia do rio Negro, animais invadem as residências e casas são tomadas pelo mau odor.

“A nossa primeira manifestação, há três meses, levou uma comissão de moradores para a sede do governo, mas nada foi resolvido lá. Buscamos ajuda na Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) e lá disseram que o pessoal do Prosamim iria entrar em contato com a gente e até agora nada! Só queremos moradias dignas. Nas nossas casas entra cobra, rato e outros bichos”, disse Mota.

Em nota, a coordenação da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) do governo do Estado, responsável pelo Prosamim, informou que “na área que haverá intervenção no bairro Presidente Vargas, estão cadastradas 272 famílias para reassentamento”.

O texto diz adinda que “a equipe multidisciplinar (assistentes sociais e psicólogos) do programa monitora a área e realiza reuniões regularmente com os beneficiários, que já estão informados sobre a previsão do inicio das obras”.

A equipe que atende os moradores cadastrados do Prosamim detectou que as pessoas presentes no ato desta manhã não são beneficiárias do programa.

Por Yndira Assayag e Cecília Siqueira (equipe e especial EM TEMPO Online)

 

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