Dia a dia

PMs do Amazonas podem entrar em greve a partir da próxima quarta-feira

A assembleia aconteceu na tarde de sábado, na sede da ACS - foto: Luis Henrique Oliveira

A assembleia aconteceu na tarde de sábado, na sede da ACS – foto: Janailton Falcão

Policiais do Amazonas podem entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (14), dependendo do resultado de uma reunião que terão com o governador José Melo, sobre último posicionamento do Estado em relação às reivindicações da categoria.

O posicionamento foi definido em assembleia realizada na tarde deste sábado (10), na Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (ACS), localizada na avenida Torquato Tapajós, bairro Flores, Zona Norte de Manaus.

De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, um movimento de paralização será iniciado, a partir do resultado da reunião com o governador. A classe aguarda um posicionamento dele sobre reivindicações como o auxílio-alimentação, data-base e a promoção de cargos.

“Nós iremos aparecer em peso nessa reunião e após a decisão do governador, se vai ou não tomar uma decisão em relação ao código de ética, auxílio-alimentação, auxílio fardamento, nossa carga-horária e o nosso principal pleito – que a nossa data-base e a promoção, nós iremos entrar num movimento de paralização, que pode começar já na saída do evento, na quarta-feira (14)”, disse.

Os militares entraram de greve pela última vez no dia 28 de abril de 2014, onde a Apeam foi a responsável pelo movimento na época.

As promoções dos militares estaduais estão pendentes desde abril do ano passado, quando houve a manifestação da categoria no Ginásio Amadeu Teixeira, Zona Centro-Oeste de Manaus. Após o movimento, o governo adiou as promoções para abril deste ano, o que não ocorreu, novamente com promessa de acontecer, desta vez em setembro de 2015. Conforme as outras vezes, desta também não houve promoções.

Estiveram presentes na assembleia a Associação de Cabos e Soldados, Subtenente e Sargentos e Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam). Juntaram-se ainda ao movimento representantes do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil (Sindeipol), que também cobram do Estado a data base. O presidente do Sindeipol, Rômulo Valente, informou que se trata de uma reclamação coletiva das polícias. “Estamos sentindo na pele o que os militares tanto se queixam”.

Já Gerson Feitosa disse que a população será afetada positivamente, caso a categoria receba um posicionamento positivo. “A população tem que nos apoiar, porque estamos brigando por melhorias de condições de trabalho, o que vai favorecer diretamente a população. O Estado não dá gasolina, não dá fardamento, não dá armamento, pedimos socorro à população por um apoio”, concluiu.

A reunião com o governador José Melo, vai acontecer às 16h, no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), situada na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul de Manaus.

Por Luis Henrique Oliveira e assessoria

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir