Dia a dia

Plebiscito: mais de 98% dos imigrantes venezuelanos em Manaus desaprovam medidas de Maduro

O plebiscito serviu para mostrar que o povo é contra a nova Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro | Divulgação

“Acreditamos que toda essa situação será revertida em breve”

Mais de 800 venezuelanos que moram em Manaus votaram neste domingo (16) em um plebiscito simbólico organizado pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), coalizão partidária contra o presidente Nicolás Maduro, para definir se o povo é a favor ou contra a nova Assembleia Nacional Constituinte. Segundo a coordenadora do ato aqui no Amazonas, Adianez Hinojosa, 98,87% dos eleitores foram desfavoráveis a reforma da Constituição.

“Os venezuelanos que moram aqui em Manaus viram a votação como uma oportunidade de ajudar o país de origem deles. Observei que as pessoas estavam bastante unidas e tinham esperança de ver dias melhores na Venezuela. Acreditamos que toda essa situação será revertida em breve”, disse, com confiança, Adianez.

Quatro urnas foram colocadas a disposição dos venezuelanos na Igreja dos Remédios | Divulgação

A votação aconteceu no salão paroquial da Igreja dos Remédios, no Centro. Em quatro urnas foram depositadas as cédulas de votação que continham as opiniões dos imigrantes a respeito das questões políticas da Venezuela. Todo o pleito transcorreu sem qualquer tipo de problema.

Outra boa notícia é que os votos vão ser contabilizados na contagem geral, já que, horas antes do plebiscito, Manaus foi aprovada como local de votação pela Comunidade de Venezuelanos no Exterior (Covenex).

Neste plebiscito, nossos vizinhos responderam se reconhecem a nova Assembleia Nacional Constituinte de Maduro, se concordam em solicitar que as Forças Armadas protejam a Constituição de 1999 e se aprovam a renovação dos poderes por meios de uma eleição direta.

O clima durante as votações foi de paz, união e esperança entre os imigrantes venezuelanos | Divulgação

“A esperança é que nossa opinião seja ouvida e que a situação em nosso país comece a melhorar”

O pleito não teve efeito oficial, a intenção da MUD foi mostrar a insatisfação popular com os rumos políticos da Venezuela sob o comando do atual presidente, mas para Adianez, esse pode ser o começo das mudanças no país vizinho.

“Nós esperamos que esse ato sirva para alertar as autoridades internacionais sobre os crimes contra os Direitos Humanos que estão acontecendo na Venezuela. A esperança é que nossa opinião seja ouvida e que a situação em nosso país comece a melhorar a partir disso”, concluiu a organizadora do ato.

Elias Pedroza
EM TEMPO

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