Política

Platiny exonera assessores após ser denunciado por empregar ‘funcionários fantasmas’

O deputado estadual mandou exonerar os cinco parentes do seu chefe de gabinete para evitar discussões desnecessárias – Divulgação

Após exonerar cinco funcionários do seu gabinete, nesta quinta-feira (10), o deputado estadual Platiny Soares (DEM) disse que eles não eram “funcionários fantasmas”, como afirmou reportagens veiculadas na imprensa local. Segundo ele, não houve má fé e nem nepotismo na contratação dos parentes de Ruan Alves de Araújo, chefe do seu gabinete, como assessores comissionados.

O parlamentar foi denunciado por contratar toda a família de Ruan com salários de aproximadamente R$ 2 mil, somado os benefícios. Entre os beneficiários estavam o pai de Ruan, Joaquim Alves de Araújo; a mãe,  Rosângela Freire; e irmãos, Renato e Roberta Alves de Araújo. Pelos menos três deles morariam no Rio de Janeiro e foram nomeados no dia 31 de janeiro deste ano pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Contrariando a denúncia, Platiny afirmou à reportagem que todos cumpriam as atividades que eram delegadas por ele e por seus assessores, inclusive, com atividade parlamentar em locais externos.

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“Todos cumpriam os seus deveres e todas as atividades que eu delegava. Eu decidi pela exoneração por conta própria, não por irregularidade nas nomeações. Refleti para fazer essa exoneração, no sentido de evitar mais discussões desnecessárias sobre o assunto, já que isso não se configura como nepotismo. Afinal, eles não têm parentesco comigo. As pessoas exoneradas são parentes do meu chefe de gabinete”, relatou.

Ainda segundo Platiny Soares, em nenhum momento, desde a divulgação do laço de parentesco entre os assessores e Ruan Alves, ele foi procurado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).

“Não houve notificação alguma do Ministério Público porque não há irregularidade. Vou entrar com um processo contra quem denunciou isso”, prometeu.

Entenda o Caso

Os cinco assessores tinham cargos de confiança no gabinete de Platiny e recebiam um salário mínimo de salário, mais o  ticket alimentação de R$ 1,2 mil. Esse benefício era depositado direto na conta dos servidores. O caso veio à tona no dia 11 de julho deste ano.

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