Política

Platiny defende projeto de lei que prevê professores doutrinarem política e ideologias

O projeto de Platiny prevê que “são vedadas a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação e conteúdos ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral – foto: divulgação

O projeto de Platiny prevê que “são vedadas a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação e conteúdos ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral – foto: divulgação

O deputado estadual Platiny Soares (DEM) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), durante o Grande Expediente de ontem (18) para defender e esclarecer o Projeto de Lei “Escola sem Partido”, de autoria dele. Para ele, sala de aula é lugar de ensino, não de “defender ideais partidários”.

O projeto de Platiny prevê que “são vedadas a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação e conteúdos ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral que possam estar em conflito com as convicções dos pais ou responsáveis pelos estudantes”. Assim, o professor não poderia promover seus próprios interesses e convicções, nem fazer propaganda político-partidária em sala de aula, entre outras orientações.

O projeto foi abordado em matéria no jornal A crítica na edição desta quarta-feira, 18, sugerindo que propõe punir os professores da rede pública que emitirem opinião sobre política ou religião em sala de aula e, por isso, o deputado afirmou que a abordagem da matéria foi negativa.

“A abordagem foi negativa sem ter conhecimento do teor do projeto. O projeto que apresentei trata sempre em pluralismo de ideias no ambiente acadêmico, fala de liberdade de crença, fala da neutralidade política. Não temos escolas para formar militantes, mas para ensinar matérias como português, matemática, geografia. Não temos escolas para defender ideais partidários”, disse. O parlamentar afirmou, ainda, que em algumas salas de aula o que ocorre é ativismo político.

Em aparte, o deputado David Almeida (PSD) concordou com Platiny, defendendo que o professor pago pelo Estado não pode ensinar a sua ideologia e o que acha particularmente correto.

Semelhante

Apesar de polêmica, a proposta não é uma novidade. Na Assembleia Legislativa do Rio ne Janeiro, o também deputado estadual Carlos Bolsonaro (PP), filho do polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ) posui proposta semalhante em tramitação e prevê as mesmas sanções do parlamentar amazonense.

Discordância

Os deputados José Ricardo (PT) e Alessandra Campêlo (PMDB) discordaram da proibição. Para Ricardo ainda falta de educação política nas escolas. Alessandra Campêlo disse que na democracia não há neutralidade uma vez que o ser humano é um ser pensante e em algum momento os professores vão acabar emitindo opinião.

2 Comments

2 Comments

  1. Arnaldo Paulus Junior

    19 de maio de 2016 at 15:39

    Corretíssimo o projeto do deputado Soares!! Tudo o que esses vermelhinhos do PT desejam é transformar o Brasil numa republiqueta socialista de terceiro mundo – aos moldes de Cuba, Venezuela e Coréia do Norte – onde eles venham a ser os caudilhos …

  2. roberto

    19 de maio de 2016 at 09:14

    A manchete da notícia foi muito mal elaborada. Parece que o deputado apóia a doutrinação, o que não é o caso. Uma verificada na ortografia (posui?) poderia ser feita, também. Mas o projet é claramente reacionário, e procura evitar o esclarecimento dos alunos sobre as propostas de ódio e intolerância presentes em discursos de evangélicos estelionatários e militares reacionários que inspiram a atuação do deputado Platiny.

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