Economia

Planos de saúde perdem 71,8 mil usuários no Amazonas

Unimed-Diego-Janata

Planos de saúde, como o da Unimed, têm apresentado uma evasão grande de usuários por não conseguirem pagar mais os valores praticados pelo mercado local – foto: Diego Janatã

Em quase dois anos, aproximadamente 71,8 mil amazonenses deixaram de ter acesso aos planos de saúde, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Dos 568.937 beneficiários de planos de saúde que o Estado tinha em de agosto de 2014, o volume reduziu para 497.040, em julho deste ano, uma retração de 12,6%.

Na passagem de junho para julho deste ano, o número de beneficiários de planos de assistência médica no Amazonas registrou queda de 0,15%, conforme dados da ANS. O resultado do setor segue a tendência de queda no volume nos últimos dois anos, influenciada pela alta taxa de desemprego no país.

Dos principais planos de saúde atuantes no Amazonas, o Bradesco Saúde foi que mais colaborou proporcionalmente para a queda, com -2,49%. O plano perdeu no período, aproximadamente, 1,5 mil beneficiários e fechou o mês de junho com 60.924 clientes.

Apesar do recuo, a empresa acumulou no primeiro semestre deste ano, no Estado, o maior volume de receita entre as operadoras brasileiras, com R$ 9,2 bilhões.
O segundo maior volume de desligamento se deu com a Unimed de Manaus Cooperativa do Trabalho Médico, que perdeu mais de 470 beneficiados, o equivalente a 0,57%, fechando o mês com 144.429 beneficiários.

Crise no PIM

Segundo o superintendente de Mercado da Unimed Manaus, Augusto Paço, o principal motivo do recuo se dá pela crise que afeta do Polo Industrial de Manaus (PIM), uma vez que 68% dos contratos do plano são referentes a pessoa jurídica. Para tentar amenizar as perdas, o superintendente disse que o plano investido no melhoramento do atendimento. “Temos feito ações de vendas, de relacionamento, ações de marketing, promoções como Senna Emotion e investimentos em novas áreas para melhor atendimento de nossos beneficiários em diagnóstico imagem, ecocardiografia, hemodinâmica, novo tomógrafo e em breve duas novas policlínicas”, afirmou.

No país, os planos registraram 48,3 milhões de beneficiários em julho, após perder 156,5 mil clientes em relação a junho. Os odontológicos, após alta de 7,8 mil beneficiários, fecharam julho com 22 milhões de beneficiários.

Por Emerson Quaresma

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