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Plano Safra: Banco da Amazônia quer injetar até R$ 100 mi no AM

Maiores desafios ao fomento são os efeitos da cheia, que já causou perdas superiores a R$ 61,9 milhões ao setor rural, e a elevada taxa de inadimplência entre os tomadores – foto: Ione Moreno

Maiores desafios ao fomento são os efeitos da cheia, que já causou perdas superiores a R$ 61,9 milhões ao setor rural, e a elevada taxa de inadimplência entre os tomadores – foto: Ione Moreno

O Banco da Amazônia espera cumprir o orçamento previsto para este ano e financiar pelo menos R$ 90 milhões em atividades do setor rural no Amazonas pelo Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015, podendo alcançar a cifra de R$ 100 milhões.

Os maiores desafios são a cheia e a taxa de inadimplência de 5% dos tomadores do Estado, considera elevada pela instituição. Mas, conforme o Banco, os produtores rurais do Amazonas já acessaram aproximadamente 80% desse total.

A informação foi divulgada na manhã desta terça (9), pelo superintendente regional Miguel Nuno Seffert Simões, durante apresentação do balanço preliminar do primeiro semestre de 2015, na sede da instituição, situada no boulevard Álvaro Maia, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus.

A ideia é repetir o desempenho de dois anos atrás, quando a organização superou a meta, e obter um resultado bem superior ao de 2014, quando apenas 70% do orçamento previsto foi empenhado no Amazonas.

Para isso, o Banco aposta em taxas de juros competitivas. No caso da agricultura familiar o custo é de 7%, sendo que o bônus de adimplência reduz esse percentual para 5,8%.

“Estamos trabalhando fortemente, para destravar as agências que estão emperradas por conta do alto índice de inadimplência. O que nos deixa bastante preocupados, além desse fator, é a situação de calamidade em que se encontram as agências do interior, por conta da cheia deste ano”, ponderou o superintendente.

Cheia e prejuízos

A cheia deste ano é considerada a terceira maior da história do Estado e já afetou 7.218 famílias em 33 municípios em situação de emergência e outro em estado de calamidade pública, reconhecidos pela Defesa Civil Nacional.

As perdas da agropecuária do Amazonas já ultrapassam R$ 61,9 milhões, conforme o mais recente Levantamento de Perdas Agrícolas da Produção Rural da Cheia de 2015, divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

Segundo Miguel Nuno Seffert Simões, o Banco da Amazônia está estruturando seus serviços para minimizar as perdas com a enchente uma vez que agências como a de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) já se encontram alagadas e sem previsão de retorno das atividades.

“Nós estamos com agências alagadas sem poder ligar qualquer equipamento ou contar com previsão de retorno, mas é temporário”, finalizou.

Com informações de Silane Souza (Jornal EM TEMPO) e Mairkon Castro (especial EM TEMPO Online)

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