Política

Plano de mobilidade urbana de Manaus segue nesta quarta para a CMM

O plano dará novas diretrizes à mobilidade urbana de Manaus – foto: arquivo AET

O plano dará novas diretrizes à mobilidade urbana de Manaus – foto: arquivo AET

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) deve receber nesta quarta-feira, o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob-Manaus) que propõe consolidar a política da cidade em nove diretrizes gerais que têm, entre outros objetivos, reduzir em 15% o custo estimado do setor para os próximos 20 anos; investimentos prioritários na mobilidade coletiva; e benefícios sociais superiores a R$ 9 bilhões no período, suficientes para compensar os investimentos.

As diretrizes apontam para a necessidade de favorecer os deslocamentos motorizados de média e grande distâncias por meio do serviço de transporte público coletivo, que será alvo de planos e projetos; priorizar a circulação do transporte coletivo no sistema viário; valorizar a bicicleta nos deslocamentos de curta e média distâncias, como meio complementar de transporte e lúdico; reconhecer e favorecer o deslocamento a pé; estabelecer melhor articulação viária para redução da sobrecarga de fluxos desnecessários nas vias principais e para redução do tempo de circulação; promover a coordenação e integração entre os diversos tipos de transportes; propiciar mobilidade para as pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção; reduzir os impactos ambientais da mobilidade urbana; fortalecer a gestão pública.

O plano foi desenhado a partir de estudos que apontam para o crescimento no índice de motorização da cidade e a perda gradativa da participação do modo coletivo nesse percentual. Segundo os estudos, a cidade passou de 95 automóveis por mil habitantes em 2005 para 161, em 2015. Enquanto isso, a participação do modo coletivo de motorização caiu de 53% para 39,5% em igual período enquanto a motorização individual cresceu 14% subindo de 15,5% para 30,5%.

O estudo mostra que a mobilidade motorizada em Manaus gera um custo estimado de R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões associados à mobilidade motorizada individual e R$ 1,7 bilhão para mobilidade por meios coletivos. Os custos sociais são medidos no tempo das pessoas, emissão de gases nocivos à saúde e de efeito estufa, nos acidentes e nos custos operacionais para dispor, manter e circular com automóveis e ônibus. “Se nada for feito, os prognósticos apontam para um custo superior a R$ 7,8 bilhões (25%) nos próximos 20 anos”, aponta o estudo.

Os estudos foram realizados pela empresa Oficina Engenheiros Associados Ltda. em observância ao Caderno de Referências do Ministério das Cidades e sob a supervisão da SMTU, Manaustrans e Implurb em todas as etapas e nas mais de 30 audiências e reuniões realizadas a capital.

Com informações da assessoria

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