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Planejamento é a melhor saída para pagar o IPVA

Falando então especificamente do IPVA, o educador financeiro comenta que uma dúvida muito comum é em relação à condição de pagamento – arquivo EM TEMPO

O começo do ano para os amantes de carros e motos fica marcado pelo começo da cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que começa em janeiro em boa parte do país pelas placas com final 01. O custo deste imposto depende de variáveis, sendo calculado a partir de uma porcentagem do valor de tabela do veículo.

O presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, educador financeiro, explica que, outro ponto que varia por Estado são os descontos proporcionadas em cada unidade da Federação, em caso de pagamento à vista, o que faz com que essa seja uma ótima opção de pagamento.

O educador financeiro recomenda que essa despesa deveria ser programada com antecedência – uma vez que é certa que vai ocorrer -. Segundo ele, essa atitude dos proprietários de veículos proporcionaria não só o pagamento em cota única, como também não comprometeria o orçamento familiar.

“Esse planejamento é um dos princípios básicos da educação financeira, ou seja, primeiro se poupa, depois se gasta. Contudo, infelizmente, a maioria das pessoas espera que chegue a conta para então ver como fará para honrar esse compromisso”, observa Reinaldo Domingos.

Como já estamos em janeiro, o presidente da Abefin ressalta ainda que, para quem não pensou nisso antes, está um pouco em cima da hora, porém, ele afirma que antes tarde do que nunca, o que já serve também pode ser um alerta para que, no ano que vem, não repita o erro. “Isto é, já se programe para resolver a causa do problema e não a consequência”, diz.

Falando então especificamente do IPVA, o educador financeiro comenta que uma dúvida muito comum é em relação à condição de pagamento, se à vista ou a prazo. “Antes de ter essa resposta, é preciso saber em que situação financeira se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. Se for a primeira ou segunda opção, já se sabe que não conseguirá realizar o pagamento inteiro de uma vez, sobrando o caminho do parcelamento”, explica.

Reinaldo lembra que se deve evitar ao máximo recorrer a empréstimos, limites do cheque especial ou qualquer outra maneira de crédito do mercado financeiro. Para ele, qualquer uma dessas ferramentas apenas se tornaria uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados.

Por outro lado, caso a situação financeira esteja mais confortável, sendo investidor, o educador financeira recomenda, que o pagamento seja feito à vista, já que obterá 3% de desconto no IPVA, em média.

“Mas é importante ficar atento aos compromissos futuros. Muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. De que adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras?”, questiona.

Jornal EM TEMPO

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