Sem categoria

Placas de ’aluga-se’ dão o tom da crise no comércio em Manaus

Proprietário de centro comercial vê a possibilidade de cortar a cobrança das “luvas” do condomínio. Foto: Raimundo Valentim

Proprietário de centro comercial vê a possibilidade de cortar a cobrança das ‘luvas’ do condomínio – foto: Raimundo Valentim

É crescente o número de placas e faixas de “aluga-se” ou “vende-se” em imóveis comerciais da cidade, principalmente em centros de compras. O número de lojas que fecham as portas só aumenta num cenário de crise econômica, que afeta entre outros setores o comércio e por consequência o imobiliário.

A tendência negativa é claramente percebida no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. Conhecida tradicionalmente pela potência comercial, a região perdeu sua força no mercado graças a baixa na procura por salas comerciais. Exemplo dessa queda é o Shopping Show, localizado na rua João Valério. Das seis salas disponíveis, apenas uma está alugada para a cafeteria Café com Leite.

Para o proprietário do estabelecimento, Alípio Carvalho, mais conhecido com Show Man, o grande problema é o medo dos investidores diante da recessão do país. “A procura ainda existe. No último mês, apareceram cinco interessados, mas todos não aceitaram o valor. Deixei de alugar porque o povo está com medo da crise. Ninguém está comprando ou alugando. Enquanto isso não mudar, vai ficar difícil”, avalia.

Carvalho culpa também o alto valor gasto em manutenção como vilão do valor elevado do aluguel. “Gastamos muito para manter o alto padrão das salas. Na hora de alugar, os clientes querem sempre diminuir o preço que pedimos. A grande maioria já diminuiu pela metade o valor do aluguel, porém, ainda encontra dificuldade”, ressalta o proprietário, que diz já pensar na possibilidade de tirar as “luvas” dos contratos para facilitar no fechamento do negócio.

Outro centro comercial “enfeitado” de faixas de “aluga-se” é o Dona Maria, também no bairro Nossa Senhora das Graças. Há menos de três meses, uma academia de musculação, uma loja de suplementos e um consultório odontológico fecharam as portas. Atualmente, apenas o Sindicato dos Propagandistas, Propaganda, Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Estado do Amazonas (Sindproam) mantêm-se no ponto.

Medo

Para o corretor de imóveis, Francisco Corrêa Junior, o grande problema realmente é o medo da classe empresarial de abrir novos negócios. Segundo o profissional, muitas pessoas deixaram para o futuro o tão sonhado desejo de abrir o próprio negócio.

Corrêa diz que a procura pelo aluguel está muito baixa e os valores seguem muito altos. Para ele, a situação complica com os limites de créditos bancários congelados. “Com o medo da crise, as pessoas não estão com interesse de arriscar para ser um empreendedor e sim, continuar nos seus empregos. Com isso o mercado fica mais fraco, e ficamos com muitos produtos nas prateleiras e o dinheiro acaba ficando parado”, explica

 

Por Thiago Fernando

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2016 EM TEMPO Online. Todos Os Direitos Reservados.

Subir