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PL transforma edificações de Severiano Mário Porto em patrimônio histórico do Amazonas

Prédio do Inpa é um dos beneficiados pelo projeto de lei – foto: divulgação

Prédio do Inpa é um dos beneficiados pelo projeto de lei – foto: divulgação

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), também uma pousada turística do município de Silves, a sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Fórum Henoch Reis se tornaram patrimônio histórico do Amazonas.

Isso por meio do projeto de lei 124/2015, de autoria do presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Bosco Saraiva (PSDB), aprovado no último dia 15 em plenário. A matéria aguarda a sanção do governador José Melo (Pros).

Com o projeto aprovado, todas as obras do arquiteto Severiano Mário Porto, tanto na capital quanto no interior, passam a ser preservadas em sua construção original. Em virtude do tombamento, fica proibida a demolição ou descaracterização arquitetônica das edificações. E em caso de necessidade de intervenções físicas no imóvel tombado será obrigatória a aprovação do órgão competente do município.

“Ao tombarmos as obras do Severiano, preservamos para as gerações futuras o legado de um grande arquiteto que trabalhou para o desenvolvimento da nossa cidade sem esquecer da questão ambiental. Nós já destruímos tanta coisa na cidade de Manaus, como a memória da época áurea da borracha, exatamente pela falta de cuidado com a chegada do período da Zona Franca de Manaus. Neste período, muitos prédios foram extintos para a construção de espigões”, lamentou o deputado.

Ele cita outras obras históricas do arquiteto que poderão ser alcançadas por seu projeto de lei, como estádio Vivaldo Lima e o Centro de Proteção Ambiental de Balbina.

Bosco lembrou que Severiano Mário Porto mora, atualmente, no Rio de Janeiro, mas que deixou para o Amazonas um legado do trabalho realizado durante anos no Estado. “Severiano é considerado o poeta da Arquitetura”, completou.

“Em tempos muitos mais difíceis e escassos, Severiano conseguiu reunir a floresta e a cidade dentro de suas obras. A preservação de seu acervo é fundamental para que possamos preservar a história do Estado, da cidade de Manaus”, afirma Bosco. Presidente da Comissão de Cultura da Aleam, Bosco adiantou que em 2016, o grupo vai continuar com o trabalho de levantamento das importantes obras e resgatando os patrimônios do Estado.

Por Henderson Martins

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