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Piratas armados com fuzis e usando fardas da PM assaltam balsa no rio Solimões

Os criminosos levaram uma quantia de R$ 2,6 mil, nove celulares, equipamentos e pertences de um dos veículos que eram transportados - foto: reprodução

Os criminosos levaram uma quantia de R$ 2,6 mil, nove celulares, equipamentos e pertences de um dos veículos que eram transportados – foto: reprodução

Um grupo de piratas, ainda não identificados e fortemente armados com fuzis, metralhadoras e pistolas, renderam tripulantes e saquearam uma balsa que transportava bens em geral no Rio Solimões, em um trecho próximo a Coari. O crime ocorreu durante a madrugada da última segunda-feira (18).

De acordo com nota enviada pelo Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), alguns dos integrantes da quadrilha utilizavam fardas e coletes da Polícia Militar. Celulares, equipamentos e dinheiro foram roubados. O caso foi denunciado por navegadores e pela empresa assaltada.

O comandante da embarcação, que preferiu não ser identificado temendo retaliação dos criminosos, relatou que a balsa seguia de Tabatinga para Manaus quando foi interceptada pela quadrilha no trecho conhecido como Paraná do Laranjal. A ação ocorreu por volta de meia-noite. Quatro homens em uma voadeira – pequena embarcação movida a motor – se aproximaram da balsa e anunciaram o assalto.

Três dos criminosos entraram na balsa e um ficou na voadeira. Eles estavam armados com fuzis, metralhadora e pistolas de acordo com um militar da reserva da Marinha que estava na balsa. Os piratas também estavam encapuzados. Eles renderam os tripulantes da embarcação. Havia 12 pessoas na balsa no momento assalto.

“Eles estavam em uma voadeira branca seminova de motor 40. Todos eles estavam fardados com roupas da Polícia Militar para se passarem como policiais. Usavam até coletes à aprova de balas. Se comunicavam chamando de major e capitão, mas percebemos que eles estavam mentindo. Eles renderam primeiro o piloto e o marinheiro de máquina. Depois renderam os tripulantes na parte do comando. Alguns dos tripulantes conseguiram se esconder, mas eu, a cozinheira e outro marinheiro fomos trancados no comando”, contou o comandante de 53 anos.

Segundo as vítimas, os criminosos eram violentos e chegaram a disparar contra um dos tripulantes. “De vez em quando um deles ia até onde estávamos e apontava uma arma no meu peito. Eles falavam que queriam drogas e armas. Foi uma situação muito difícil. Um deles até atirou e quase pega na minha cabeça”, revelou o comandante.

Os criminosos levaram uma quantia de R$ 2,6 mil, nove celulares, equipamentos e pertences de um dos veículos que eram transportados. “Eles levaram dinheiro do frete, roupas e binóculos da navegação. Eles saquearam um carro, mas não sei especificar o que foi retirado do carro porque estava preso no comando”, disse uma das vítimas.

O caso foi registrado na Delegacia da Polícia Civil em Coari na manhã de segunda-feira. “Estamos apreensivos em navegar com essa falta de segurança nos rios. Quando fui fazer o boletim de ocorrência ouvimos relatos de outros casos de assaltos no rio na região. Em muitas embarcações a tripulação está armada justamente por causa disso”, desabafou o comandante.

A mesma empresa foi assaltada há três meses em Tabatinga. Ainda no ano passado a empresa de navegação arcou com um prejuízo de R$ 38 mil depois que 25 motores de popa foram furtados do barco ainda na orla de Manaus.

Outro caso registrado em 2015 foi o furto de uma balsa de 400 toneladas. A embarcação estava atracada em uma boia de atracação no Rio Negro, no bairro Santo Antônio, na Zona Oeste da capital. A estimativa é que o transporte fluvial tenha perdas de R$ 100 milhões a cada ano com furtos e roubos de combustíveis.

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