Sem categoria

Pirataria corta 8,5 mil empregos no Amazonas

De acordo com dados da CDL-Manaus, itens falsificados causam queda de 20% no faturamento das empresas do setor – foto: Diego Janatã

De acordo com dados da CDL-Manaus, itens falsificados causam queda de 20% no faturamento das empresas do setor – foto: Diego Janatã

Em meio à atual crise econômica brasileira, as empresas fazem esforços para manter suas receitas e diminuir os impactos em outros aspectos, mas têm passado apuros com a pirataria. Segundo dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), os produtos falsificados causam a queda de 20% no faturamento das empresas, além de impossibilitar a criação de aproximadamente 8,5 mil empregos diretos no Amazonas.

De acordo com informações do Sindicato dos Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) e da Alfândega do Porto de Manaus, só no ano passado, o Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro (Sevig) realizou 59 operações que resultaram em sete apreensões de assessórios para vídeo-game, brinquedos, meias e materiais esportivos.

Dentre as mercadorias confiscadas, também estavam eletrônicos, que não haviam sido declarados, e várias encomendas com drogas, totalizando 37,4 quilos, apreendidos durante fiscalização da Alfândega no Porto. O valor total dos produtos apreendidos chegou a R$ 115,2 milhões.

Ainda de acordo com os órgãos, para atuar no combate ao contrabando e desvio de mercadorias, entre outras ações ilegais, o Núcleo de Repressão da Alfândega do Porto de Manaus (Nurep) apreendeu aproximadamente R$ 3,82 milhões de produtos durante quatro operações.

Estratégia

Para coibir a distribuição e comercialização dos produtos falsificados, a Alfândega do Porto de Manaus tem trabalhado com três tipos de ações: fiscalização, repreensão e educação fiscal. Conforme a assessoria de comunicação da Alfândega do Porto de Manaus, uma equipe que atua na educação fiscal, até o momento, ministrou 54 palestras em escolas públicas, faculdades, associações e órgãos públicos.

Os eventos educativos, que já alcançaram quase 5 mil pessoas, têm como objetivo esclarecer e informar a população quanto aos prejuízos causados pelos produtos pirateados. A equipe pode ser solicitada para palestras por meio da Alfândega do Porto.

Já nas fiscalizações, os agentes alfandegários fazem controle de cargas que chegam e saem dos retroportos.

A ação, chamada de despacho aduaneiro, filtra a entrada das mercadorias e recolhe os produtos falsificados, assim como impede a exportação ilegal de plantas, pedras preciosas, animais silvestres, entre outros. Também inspeciona as encomendas postais nas agências dos Correios.

As equipes que agem na repressão operam onde os falsificados são distribuídos e comercializados, bem como fiscalizam produtos que não são nacionais, mas importados sem a devida documentação exigida por lei.

Por Cecília Siqueira

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir