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PIM tem projetos para ampliação e diversificação

Um dos projetos aprovados foi o da empresa regional Híbrida Indústria de Materiais Termoplásticos - foto: arquivo EM TEMPO

Um dos projetos aprovados foi o da empresa regional Híbrida Indústria de Materiais Termoplásticos – foto: arquivo EM TEMPO

Mesmo em um cenário de crise financeira, quando o Polo Industrial de Manaus (PIM) amarga queda de produção e no faturamento, além de um crescente índice de desemprego, algumas empresas tentam driblar as dificuldades ou se adaptar a elas com as mais diferentes estratégias. Pelo menos 90 projetos de diversificação foram aprovados nas reuniões do Conselho Administrativo da Suframa (CAS) no ano passado e mais 42 projetos de ampliação, os quais chegam a ter cotas superiores a R$ 37 mil.

Diferente de propostas já aprovadas, agora, os projetos de diversificação permitem as empresas a introdução de novos produtos. Já os projetos de ampliação permitem o aumento da capacidade nominal instalada de unidade produtiva existente, sem diversificação da linha de produtos anteriormente aprovada.

Um dos projetos aprovados foi o da empresa regional Híbrida Indústria de Materiais Termoplásticos, que decidiu ampliar em 2015. A fábrica enxergou a opção de importar matéria-prima incrementando a linha de produção que, devido às ações de marketing da empresa, aumentou consideravelmente. Segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) o investimento para ampliação da empresa termoplástica foi de mais de R$ 48 mil, e um faturamento estipulado em mais de US$ 70,7 mil.

A Híbrida trabalha com artigo de matéria plástica (exceto de poliestireno expansível) para transporte ou embalagem resina termoplástica extrudada (apresentada na forma de grânulos). Com a ampliação, as cotas de importações estão divididas em 3 anos, sendo respectivamente R$ 16.486,85 mil, R$ 27.155,01 mil, e R$ 37.849,93 mil.

Retração causa impacto

A queda no processo industrial foi de grande impacto para o Amazonas. O secretário de Fazenda do Estado do Amazonas, Afonso Lobo, havia afirmado no fim do ano passado que o cenário da economia para os anos de 2016 e 2017 é de recessão, podendo evoluir para uma depressão econômica. Segundo ele, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a soma de todas as riquezas, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 3,2% de janeiro a setembro de 2015, em comparação ao mesmo período de 2014, bem acima da queda inicial projetada pelo governo brasileiro.

Grande parte dessa queda do PIB é atribuída à diminuição da produção industrial, que foi de 5,6% nesse mesmo período de comparação, com grande impacto na economia do Amazonas.

Conforme dados do IBGE, o Amazonas é o Estado brasileiro em que há maior queda da produção industrial, da ordem de 14% de janeiro a setembro de 2015 comparado a iguais meses do ano passado.

“Não há um indicador que mostre reversão da trajetória de queda do desempenho da economia do país, o que indica que a crise deve se agravar neste ano e no próximo, chegando inclusive ao cenário de depressão econômica. É possível que tenhamos alguma recuperação somente em 2018”, afirmou Afonso Lobo.

Por Asafe Augusto

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