Economia

PIM já demitiu 26 mil trabalhadores somente neste ano

Homologações feitas pelos sindicatos são de pessoas que possuíam pelo menos um ano de emprego nas fábricas - foto: Ione Moreno

Homologações feitas pelos sindicatos são de pessoas que possuíam pelo menos um ano de emprego nas fábricas – foto: Ione Moreno

O índice de demissões no Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 117% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram demitidos 12 mil trabalhadores. Neste ano, o contingente  é de, aproximadamente, 26 mil funcionários desligados do emprego, segundo dados do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal/AM).

Segundo o presidente do Sindmetal/AM, Valdemir Santana, desde 2009, o polo de duas rodas é o que mais sofre com o reflexo da crise econômica. “O polo de duas rodas puxou um resultado negativo comparado ao mesmo período do ano passado. O cenário não está bom para ninguém”, disse.

Programa

Para adaptar a macroeconomia atual e driblar a crise econômica e política, que segundo as empresas tem freado o consumo, o Sindmetal/AM sugeriu o Programa Demissão Voluntária (PDV), anunciado em fevereiro deste ano.

Somente a Moto Honda aderiu a essa iniciativa, que teve  a adesão de 500 funcionários segundo levantamento divulgado ontem (4) pela empresa. O número ultrapassou a meta, que era atingir pelo menos 300 trabalhadores.

“No início deste ano, reunimos com os representantes da empresa e, para impedir demissões, sugerimos que fosse feito um programa de demissões voluntárias. Eles aceitaram e, hoje (ontem), mais de 500 funcionários já aderiram ao programa superando a estimativa de 300 pessoas, mas até o momento só a Moto Honda aderiu ao programa”, disse Santana.

Conforme o presidente do Sindmetal/AM, as pessoas que aderem ao programa saem da empresa com o intuito de formar um próprio negócio, pois depois da demissão os funcionários recebem um valor de bonificação, além de 20% por ano trabalhado e terão, ao longo de seis meses, plano de saúde e ajuda alimentação, além dos benefícios previstos em lei.

Em nota enviada ao EM TEMPO, a Moto Honda da Amazônia informou que “reitera seu compromisso com o Brasil e sua crença no potencial do mercado de motocicletas local. Há 40 anos, a empresa mantém em Manaus a maior fábrica de motocicletas da marca no mundo e seguirá empenhada na retomada dos patamares de produção para que possa seguir contribuindo com o desenvolvimento do país”, disse a empresa.

Por Lindivan Vilança

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