Economia

PIM e mercado de eletrônicos já falam em recuperação e estabilização econômica

Fabricantes de produtos eletroeletrônicos devem ser os principais contratantes no Polo Industrial de Manaus (PIM) – foto: arquivo EM TEMPO

Depois de dar um salto de 16,2% no faturamento em 2014 (R$ 96,2 bilhões) em relação a 2013, em função das vendas de produtos relacionados à Copa, os gastos com tecnologia sofreram queda de 18,2%, em 2015 – foto: arquivo AET

A indústria e o varejo do mercado de bens duráveis eletrônicos, que se preparam para o segundo semestre deste ano, começam a sentir os efeitos da estabilização econômica, que deverá ser consolidada em 2017, com recuperação prevista somente para 2018. A perspectiva foi apresentada pela GFK Brasil, durante a 11ª edição da Eletrolar Show, em São Paulo, com base no faturamento do mercado brasileiro, que vinha de uma sequência de quedas depois da Copa do Mundo de 2014.

De acordo com dados da empresa de estudos de mercado, depois de dar um salto de 16,2% no faturamento em 2014 (R$ 96,2 bilhões) em relação a 2013 (R$ 82,8 bilhões), em função da alta nas vendas principalmente de smartphones, tablets e TVs para a Copa, os gastos com tecnologia sofreram queda de 18,2%, em 2015, com o faturamento de R$ 78,7 bilhões.

Segundo o diretor para área de tecnologia da GFK, Oliver Romerscheidt, a previsão é que em 2016 o faturamento do setor ainda feche em queda de 3,8%, em relação a 2015, com faturamento de R$ 75,7 bilhões. Mas, Oliver classifica 2017 como o ano de estabilização, quando a previsão é que o mercado de eletrônicos fature R$ 73 bilhões.

O diretor avalia que a recuperação virá somente em 2018, que, por coincidência, é ano de Copa do Mundo. “2014 foi um ano muito bom, mas a coisa piorou muito depois do 7 a 1 (resultado do jogo Brasil X Alemanha). Agora, temos um consumidor mais cauteloso em 2016. O resultado daqui para frente significa uma estabilização, não plena, mas de estabilidade de mercado, quando não se tem mais queda vertiginosa. Mas, recuperação somente em 2018”, observa.

Oliver diz que a demanda por bens duráveis caiu e o preço médio aumentou por conta da variação cambial que iniciou no segundo semestre de 2015, o que afetou, principalmente, a categoria de telecom. Mas, que, na contramão da crise brasileira, essa linha cresceu 39,4%, de janeiro a maio deste ano, quando no mesmo período do ano passado obteve alta de 35,5%. Do outro lado, a linha branca que no período estudado de 2015, cresceu 27,1% em relação ao ano anterior, neste ano avançou apenas 25,5%.

Por Emerson Quaresma

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