Economia

PIM dará férias coletivas para oito mil trabalhadores

Aproximadamente oito mil trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) entrarão em férias coletivas entre os meses de maio e junho. A estimativa é do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. Segundo ele, a estratégia de férias coletivas é usada pelas empresas que acreditam na retomada da produção nos próximos meses.

No entanto, Périco avaliou que a indústria amazonense deverá acumular “notícias ruins” nos próximos meses, uma vez que o governo federal demora com o anúncio das medidas de correção fiscal para devolver a confiança ao empresariado brasileiro. “A maioria das empresas está buscando férias coletivas porque é muito caro preparar um funcionário e, quando tem que reduzir, a demissão seria abrir mão de um grande investimento”, comentou.

Segundo ele, a demissão é a última opção do empresário do PIM. Essa saída, contudo, foi tomada por várias empresas em abril, o que resultou na extinção de pelo menos 3,4 mil postos de trabalho, conforme dados do Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal) somados aos do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Material Plástico de Manaus (Sindplast).

Somente nos setores de eletroeletrônico, duas rodas e plástico, o Sindmetal contabilizou o total de 2.538 demissões em abril, número 7,32% superior aos do mesmo mês do ano passado, quando foram demitidos 2.365 trabalhadores. No acumulado de janeiro a abril, os setores ligados ao Sindmetal demitiram o total de 8.870, um número 4,28% maior que o mesmo período de 2014, quando foram extintos 8.506 postos de trabalho.

Entre as empresas ligadas ao Sindmetal que mais demitiram em abril estão: Samsung da Amazônia (201), LG do Brasil (193), Hitachi do Brasil (162), Moto Honda (142) e Philco Eletrônicos (96). No acumulado do quadrimestre, a Samsung voltou a liderar com 563, seguida da LG (458), Whirlpool (386), Moto Honda (375), Cal-Comp (286) e Microsoft (270).

No setor de plásticos, de acordo com o presidente do Sindplast, Francisco Brito, somente no mês de abril as demissões chegaram a mais de 800 apenas de trabalhadores com mais de um ano de carteira assinada. De janeiro a abril, ele afirmou que as demissões ultrapassaram a quantidade de dois mil. Segundo Brito, mais de mil trabalhadores em vagas temporários deixaram as empresas no final do mês de março.

Com a queda na produção de produtos de bem final, Brito disse que o setor de plásticos que está no segmento de componentes fica sem encomendas. Para não demitir, ele disse que as empresas como Masa, Componel, Tutiplast e Springer Plástico darão férias coletivas para quatro mil trabalhadores.

 

Emerson Quaresma (Equipe EM TEMPO)

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