Sem categoria

PIM aciona Justiça para reverter perdas com a greve da Suframa

Na primeira semana da greve na Suframa, o governo federal não deu nenhum sinal que vai atender as reivindicações dos servidores da autarquia – foto: Diego Janatã

Na primeira semana da greve na Suframa, o governo federal não deu nenhum sinal que vai atender as reivindicações dos servidores da autarquia – foto: Diego Janatã

Uma semana depois de deflagrada a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que causa prejuízos diários à indústria estimados em R$ 300 mil, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) ajuizou, nesta sexta (29), uma ação junto a 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas.

Segundo presidente da entidade, Wilson Périco, a ação não é contrária às reivindicações dos trabalhadores da autarquia, mas busca apenas assegurar os investimentos, a produção, o faturamento, o pagamentos dos impostos, a geração de empregos e os salários dos trabalhadores.

“Somos solidários aos pleitos dos servidores da Suframa, porque o problema deles é com o governo federal, mas, a greve não pode colocar em risco a competitividade da indústria amazonense e os empregos gerados”, avaliou.

Por ter que acionar a outra parte, Périco espera que a Justiça dê uma resposta na próxima semana. A ação será direcionada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), que não tem se manifestado quanto aos prejuízos do parque fabril de Manaus, gerados pela greve da Suframa.

“É difícil divulgar um balanço, pois o impacto não é linear, depende de cada atividade e do nível de estoque das empresas”, explicou.
De acordo com o Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), ainda não há nenhuma sinalização por parte do governo federal quanto à readequação dos salários. Desta forma, a paralisação segue por tempo indeterminado.

Veto presidencial

A greve, aprovada em assembleia geral, ocorreu em decorrência do veto presidencial ao 9º artigo da Medida Provisória (MP) 660/20104, que previa a reestruturação salarial dos funcionários da autarquia. A bancada amazonense em Brasília já trabalha pela derrubada do veto.

No dia 21 foram paralisados os serviços considerados não essenciais, ou seja, dos setores de apoio que desenvolvem atividades administrativas. Já no dia 22, foi à vez da interrupção das atividades essenciais, referentes aos acompanhamentos de projetos industriais e às liberações de mercadorias.

Desde então, apenas 30% das mercadorias que entram na Zona Franca de Manaus (ZFM), com prioridade para alimentos, materiais médicos e odontológicos e medicamentos, são liberados pela autarquia, em atendimento a legislação.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir