Dia a dia

‘Pílula do Câncer’ é tema de audiência em Manaus

Um medicamento que promete curar vários tipos de cânceres e enche pacientes de esperança. A fosfoetanolamina sintética, conhecida como a ‘Pílula do Câncer’, vem causando polêmica sobre seus efeitos e divide opinião de médicos e cientistas sobre a sua eficácia. Na manhã de ontem, uma audiência pública foi realizada no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública (Esudpam), no Centro, para apurar informações técnicas sobre o produto e discutir os impactos da distribuição da substância à população, na fase de estudos em que se encontra.

Acordo

A procuradora federal, representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Wladia Maracaba, informou que até hoje, o órgão não iniciou estudos sobre a substância, porque nunca houve o pedido do registro do produto. Porém, ela ressaltou que o Ministério da Saúde formou, no final de 2015, um grupo de trabalho que está estudando a eficácia da fosfoetanolamina.

“A Anvisa, até hoje, não teve ainda a oportunidade de fazer estudos que comprovem a eficácia do medicamento e a possibilidade de sua comercialização. Pela Anvisa ainda não há estudo que comprove segurança, eficácia e qualidade dessa substância química. Por isso, ainda, não se pode falar de medicamento” explicou.

Relato

A audiência pública foi requerida pela empresária Karola Caldas, 28, que luta para que outros pacientes com câncer, assim como ela, consigam obter o medicamento. Ela explicou que passou a fazer uso da fosfosfoetanolamina em janeiro deste ano, após assistir uma reportagem sobre o assunto.

A empresária, que sentia dores no corpo em decorrência de um câncer e quase já não conseguia andar, obteve uma melhora rápida em seu estado de saúde, após se medicar com a pílula.
“Em junho do ano passado fui diagnosticada com câncer. Tive câncer no colo retal, rins, fígado, pulmão e intestino, depois tive metástase e parei com a quimioterapia porque meu fígado estava ficando necrosado. Sem esperanças eu fui para a igreja onde recebi um sinal de Deus. Ao chegar em casa assisti uma reportagem sobre a substância e a partir daí busquei o medicamento”, relatou.

Karola conta que a lei 13.269/2016, que autorizava o uso da substância por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, foi suspensa e agora a pílula só é liberada a esses pacientes por meio da Justiça.

Por Michelle Freitas

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