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PGR garante empenho para extraditar líder da máfia italiana

Na esquerda, uma foto de Scotti na época em que fugiu da Itália. Na direita, uma projeção de como estaria feita pela Interpol - foto: divulgação

Na esquerda, uma foto de Scotti na época em que fugiu da Itália. Na direita, uma projeção de como estaria feita pela Interpol – foto: divulgação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou hoje (29) que tratará com prioridade eventual pedido de extradição do italiano Pasquale Scotti, apontado como líder da organização criminosa Camorra. Ele foi preso na última terça-feira, no Recife, em uma operação da Polícia Federal e da Interpol (Polícia Internacional).

O governo da Itália tem prazo de 90 dias para pedir ao Supremo Tribunal Federal a extradição do acusado.

Em nota, a PGR informou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou em contato com autoridades italianas para garantir empenho máximo no processo de extradição. Scotti deve aguardar a decisão do Supremo no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O italiano é apontado como fundador da Nova Camorra Organizada – subgrupo criado após a prisão do principal chefe da Camorra, Raffaele Cutolo, em 1982. Em 2005, a Justiça condenou o mafioso Scotti à prisão perpétua por crimes cometidos entre 1980 e 1983, entre eles mais de 20 homicídios, porte ilegal de armas de fogo, extorsão, intimidação e ameaças. O italiano estava foragido desde 1984 e vivia no Recife há anos, com documentos falsos, em nome de Francisco de Castro Visconti.

A PGR aguarda a definição da extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. No começo deste mês, o Tribunal Administrativo Regional do Lacio suspendeu decisão do governo italiano a favor da extradição. Está marcada uma audiência para o dia 3 de junho a fim de discutir o caso.

Condenado no processo na Ação Penal 470, o processo do mensalão, em 2013, Pizzolato fugiu para a Itália com passaporte falso. Ele seria extraditado para o Brasil para cumprir a pena de 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato. O ex-diretor foi detido em fevereiro de 2014, em Maranello, por causa da documentação irregular.

Por Agência Brasil

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