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PF não descarta prisão de novos envolvidos no esquema de fraude na saúde do Amazonas

A operação ‘Maus Caminhos’ não descarta a possibilidade de ter novos pedidos de prisões preventivas - foto: Arthur Castro

A operação ‘Maus Caminhos’ não descarta a possibilidade de ter novos pedidos de prisões preventivas – foto: Arthur Castro

Após ser deflagrada e prender, preventivamente, 13 pessoas, a operação ‘Maus Caminhos’, da Polícia Federal do Amazonas (PF-AM), não descarta a possibilidade de ter novos pedidos de prisões preventivas com nomes de outros envolvidos por suposta associação ao esquema fraudulento que desviou mais de R$ 112 milhões dos recursos para a saúde no estado. Os pedidos devem ser solicitados nos próximos dias.

Procurado pela reportagem do EM TEMPO nesta quarta-feira (21), o superintendente da PF-AM, Marcelo Rezende, disse que, neste momento, não pode repassar muitas informações sobre o caso para não atrapalhar as investigações. Na ocasião, Rezende não descartou a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidos no esquema que desviou mais de R$ 112 milhões da saúde nos últimos dois anos.

“Todo e qualquer desdobramento das investigações e questões da Polícia Federal correm sob sigilo. A imprensa vai ficar com esse questionamento em aberto, mas, dependendo do que pode surgir nos próximos dias, novas prisões podem ocorrer sim”, disse.

O desvio dos recursos públicos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, que era comandado pela diretoria da Instituição Novos Caminhos e mais três empresas terceirizadas, foi descoberta após uma auditoria feita pela Controladoria Geral da União (CGU), iniciada há dois anos.

Durante o cumprimento dos mandados expedido pela Justiça Federal, realizado na última terça-feira por meio da operação ‘Maus Caminhos’, a PF-AM apreendeu avião, helicópteros, carros e imóveis de alto luxo, documentos, além de executar 13 prisões preventivas, quatro temporárias e três conduções coercitivas.

O Ministério Público do Estado (MPE) destacou que já existe um inquérito em relação a essa questão tramitando desde 2014 na 77ª Promotoria de Patrimônio Público. O caso está sob a responsabilidade do promotor de justiça Edilson Martins, que não foi localizado até a publicação desta matéria para falar sobre o desdobramento das investigações. O diretor do Instituto Novos Caminhos também não atendeu às ligações da reportagem.

Por Gerson Freitas

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