Dia a dia

PF investiga mentores de invasão e venda de terras

 

A PF explicou que a invasão do Distrito Industrial 2, Zona Leste, além da própria ilicitude e dos severos danos ambientais causados, gera também grave situação de insegurança jurídica - foto: Diego Janatã

A PF explicou que a invasão do Distrito Industrial 2, Zona Leste, além da própria ilicitude e dos severos danos ambientais causados, gera também grave situação de insegurança jurídica – foto: Diego Janatã

Na manhã de ontem (24) a Polícia Federal cumpriu um mandado de condução coercitiva e um mandado de busca e apreensão na sede do Movimento Social de Áreas de Risco (MSAR), para apurar a invasão de terras públicas pertencentes à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Por meio de nota, a PF explicou que a invasão do Distrito Industrial 2, Zona Leste, além da própria ilicitude e dos severos danos ambientais causados, gera também grave situação de insegurança jurídica, de intranquilidade social e de instabilidade da ordem pública.

O órgão explicou que o movimento, seus líderes e os invasores estão sendo investigados pelos crimes de invasão de terras públicas (pena de seis meses a três anos de prisão), desmatamento em terras públicas (pena de dois a quatro anos), destruição de floresta em área de preservação permanente (pena de um a três anos), loteamento clandestino (pena de um a quatro anos) e organização criminosa (pena três a oito anos de prisão).

O delegado do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Frederico Mendes, que acompanha o caso de invasões no Distrito 2, explicou que outras pessoas estão sendo investigadas, e que elas utilizam pessoas carentes para fortalecer o ramo da venda ilegal de terras invadidas.

“O que nos preocupa é a infiltração do crime organizado, que está envolvido em tudo isso e que utiliza a grande massa da população carente, para poder dar continuidade à indústria da invasão”, disse.

Por Michelle Freitas (Equipe Agora)

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