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PF divulga lista de procurados da operação La Muralla

Entre os foragidos estão João Pinto Carioca, Manoel Ivani Pinto Carioca, Luciano Barbosa e Cloves Fernandes Barbosa - fotos: divulgação

Entre os foragidos estão João Pinto Carioca, Manoel Ivani Pinto Carioca, Luciano Barbosa e Cloves Fernandes Barbosa – fotos: divulgação

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal (DRE/PF) divulgou na manhã desta quinta-feira (3) uma lista com os nomes e fotos de 27 criminosos que estão sendo procurados pela operação ‘La Muralla’, que investiga uma organização criminosa transnacional.

Conforme a PF, o grupo é comandada pelo traficante ‘Zé Roberto’ e foi desarticulado no dia 20 de novembro com a deflagração da operação. Entre os foragidos estão João Pinto Carioca, conhecido como ‘João Branco’, um dos comandantes da facção, o irmão dele, Manoel Ivani Pinto Carioca, Luciano Barbosa, que é filho do Zé Roberto e Cloves Fernandes Barbosa, irmão de ‘Zé Roberto’, que responde por diversos processos de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Também fazem parte da lista: Rosimery Pinheiro dos Santos, Maria Regina Moura de Souza, Luciana Uchoa Cardoso e Kethleen Teixeira Basto, Adriano Rolim da Silva, Afonso Celso Caldas Junior, Cloves Fernandes Barbosa, Daniel Rodrigues Orosco, Diego Fernandes de Oliveira, Eduardo Queiroz de Araujo, Erik Leal Simões, Fabiano Barroso de Souza, Francisco Cleuter Machado Araújo, Gregorio Graça Alves, Jairo de Abreu Valente, João Pinto Carioca, José Carlos de Freitas, Josias Cruz Barros, Julio Cezar Pinto Cruz, Kelison Rego da Silva, Lenivaldo Alves de Freita, Luciano da Silva Barbosa, Magaivel Ferreira Pereir, Manoel Ivani Pinto Carioca, Marcelo Freitas Mendonça e Zaqueu da Mota Aragão.

A investigação teve início em abril de 2014 com a apreensão de R$ 200 mil em espécie, pela PF-AM. Na ocasião, durante ação no rio Solimões, uma lancha de propriedade do grupo foi apreendida com o dinheiro ocultado no interior de um aparelho de ar condicionado. Apurou-se que a carga tinha como destino fornecedores de drogas que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Durante as investigações, a PF conseguiu revelar como se estruturava a facção criminosa Família do Norte (FDN), que domina o sistema prisional do Amazonas, e que se organizava de forma similar às facções criminosas que dominam os sistemas prisionais nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Ainda segundo informações da assessoria da PF, com uma estrutura extremamente hierarquizada, a organização planejava controlar as ações do grupo de dentro dos presídios do Amazonas, almejando o domínio absoluto do sistema prisional e o monopólio do tráfico de drogas no Estado.

A organização buscava executar um verdadeiro sistema empresarial do crime, sempre com o objetivo de auferir lucros. Estima-se que, nos últimos anos, a organização tenha sido capaz de incorporar em suas ‘fileiras’ milhares de pessoas, em um sistema de divisão funcional de atividades, inclusive com núcleo jurídico próprio (advogados integrados às atividades criminosas do grupo).

Somente nos últimos seis meses de investigação foram realizadas 11 grandes apreensões de drogas pertencentes à FDN, que resultaram em 27 prisões em flagrante e na apreensão de aproximadamente 2,2 toneladas de drogas, avaliadas em aproximadamente R$ 18 milhões. Houve, ainda, a apreensão de dinheiro, veículos, embarcações e armas de fogo de grosso calibre.

Por equipe EM TEMPO Online

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