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PF deve providenciar extradição de Pizzolato sem demora, diz Cardozo

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta-feira (10) que solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal que tome providências para que a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato seja feita “o mais rapidamente possível”.

“[Pedi que] tome todas as providências para que desloque o pessoal, a equipe e tome todas as medidas necessárias para que a extradição seja feita”, disse Cardozo, ressalvando que “não havendo qualquer outra situação jurídica de suspensão da extradição, ela será realizada no menor tempo possível”.

A extradição de Pizzolato foi autorizada pelo governo italiano para a próxima segunda-feira (15). A partir de então, autoridades brasileiras terão prazo de 20 dias, de acordo com tratado entre os dois países, para trazê-lo de volta ao território nacional para cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão a que foi condenado no julgamento do mensalão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Cardozo não informou se tem uma previsão de quando a extradição aconteceria. “Nem quando tiver eu seguramente vou poder informar, só depois de a coisa estar consumada”, disse. “Nós, normalmente, em segurança pública, não falamos horários, equipes, dimensão, porque isso é um erro.”

Ele afirmou que não comentaria a decisão da Justiça italiana e que diria apenas que “o pleito realizado pelo Estado brasileiro foi atendido”.

Em entrevista à imprensa após entrega de equipamentos de segurança pública ao governo de Minas Gerais, o ministro adotou cautela ao falar do tema, assim como a nota divulgada em conjunto pelos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, pela Advocacia-Geral da União e pelo Ministério Público Federal.

O comunicado diz que “as autoridades brasileiras estarão prontas para cumprir imediatamente o processo de extradição, salvo alguma decisão que altere o prazo estabelecido”. Isso porque o Pizzolato já conseguiu adiar sua extradição, prevista para o início de maio, com um recurso a um tribunal administrativo italiano.

A defesa do ex-diretor ainda tem a possibilidade de recorrer ao Conselho de Estado, instância final da Justiça Administrativa. O órgão é composto por juristas e parlamentares italianos, a quem cabe a última palavra em questões administrativas -isto é, se decisões de governo não contêm erros ou flagrantes ilegalidades.

Para evitar ser preso no Brasil, Pizzolato fugiu para a Itália em novembro de 2013, onde entrou com o passaporte de um irmão morto. Ele foi localizado e preso no início de fevereiro de 2014 em uma operação da Interpol em Maranello, norte da Itália.
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Por Folhapress

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