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PF deflagra operação ‘Construcime’ e prende 11 envolvidos em esquema para desviar recursos da União

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Todos os envolvido são de classe média alta e foram presos em áreas nobres da cidade- foto: Ione Moreno

Suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em criar empresas fantasmas para desviar recursos da União, 11 pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (3), durante a operação ‘Construcime’, deflagrada pela Polícia Federal (PF), entre elas oito empresários.

Conforme a PF, em dois anos, o grupo desviou mais de $ 15 milhões em empréstimos fraudulentos de bancos federais. Durante a operação, a Justiça bloqueou cerca de R$ 5 milhões movimentados pela quadrilha.

A ação foi realizada em regiões nobres da capital e contou com apoio de agentes da Receita Federal do Amazonas (RF), que contribuíram no processo de investigação. A operação começou a partir da prisão de um gerente bancário, em 2014, segundo informou o superintendente regional da PF, Marcelo Rezende.

“Detectamos a fraude a partir de um empréstimo realizado pelo grupo, em 2014, quando nos certificamos da participação do ex-funcionário na aprovação dos créditos fraudulentos. Após isso, contatamos o envolvimento de outros no esquema para montar empresas de fachadas e obter financiamentos em instituições financeiras”, explicou.

Conforme a PF, em razão da ação criminosa, foram decretados pela 2ª Vara da Justiça Federal, 17 mandados de prisão preventivas, 24 mandados de busca e apreensão em residências e empresas, além de três conduções coercitivas.

Os documentos foram expedidos em nomes de empresários, despachantes e servidores públicos, que integravam ao bando.

A fraude
“A organização criava empresas em nomes de pessoas inexistentes e, em seguida, pleiteava empréstimos utilizando documentos fraudados. O gerente da agência bancária, aprovava a transação e, após a concessão do empréstimo, que variavam entre R$ 60 à R$ 300 mil, o dinheiro era depositado nas contas das empresas fantasmas. Parte do dinheiro era utilizado para obtenção de mais recursos e na continuação do esquema fraudulento”, explicou delegado Daniel Brasil, que atua na Delegacia Fazendária da Polícia Federal.

Brasil disse ainda que foram criadas 18 empresas de fachadas e que a maioria atuava no seguimento de construção civil. “Seguiremos com as investigações afim de elucidar o restante dos mandados que permanecem em aberto e averiguar a se outras instituições financeiras foram lesadas pela quadrilha. Nosso foco principal foi em razão do dano causado à Caixa Econômica Federal, mas não descartamos a possibilidade de fraudes em bancos privados também”, afirmou o delegado.

Os presos nesta quinta-feira foram indiciados por associação criminosa, estelionato financiamento fraudulento. Eles foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisório (CDP), situado no quilômetro 8 da BR-174, onde ficarão à disposição da Justiça.

Por Bruna Souza

 

 

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