Economia

Petroleiros rejeitam proposta e aguardam nova negociação nos próximos dias

Petroleiros querem investimentos e empregos na Petrobras – foto: divulgação

A Petrobras informou que agendará uma nova rodada de negociação nas próximas semanas – foto: divulgação

Os petroleiros rejeitaram a proposta da Petrobras, durante uma reunião com a estatal na tarde desta quinta-feira (29), e devem aguardar uma nova rodada de negociação. Se houver mais uma negativa sobre a pauta de reivindicação da categoria, os profissionais devem declarar greve no Amazonas e em outros estados do país.

A Petrobras informou que agendará uma nova rodada de negociação nas próximas semanas. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo do Amazonas (Sindpetro-AM) – que é filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP) – realizou 11 assembleias na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus, e no Terminal do Solimões (Tesol), em Coari, neste mês. A proposta da Petrobras foi rejeitada pela maioria dos trabalhadores. Apenas três votaram a favor do congelamento da tabela salarial e o corte do ganho real.

Segundo o presidente do Sindpetro-AM, Acácio Viana Carneiro, a proposta é inviável para categoria – que reivindica o acréscimo de 5% do ganho real e a reposição da inflação de acordo com o Índice do Custo de Vida (ICV) elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, após a reunião, informou que “é inadmissível qualquer proposta econômica abaixo da inflação”. Ele também deixou claro que a categoria não aceitará acordos diferenciado.

“Não vamos tratar de hora extra, nem de jornada de trabalho. Se a empresa quer discutir essas questões, que seja nas comissões de negociação permanentes”, frisou o coordenador.

Se a paralisação for oficializada, a estatal pode amargar prejuízos. O representante da categoria disse que pode haver impactos no abastecimento de combustíveis no estado.

A Federação Única dos Petroleiros reúne outros 12 sindicatos. Segundo a entidade, 95% dos trabalhadores consultados em assembleias rejeitaram a proposta da empresa.

Por Bruna Souza

 

 

 

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir