Economia

Petroleiros do Amazonas aderem ao movimento nacional de greve, por tempo indeterminado

Além de protestarem pela não privatização da estatal, os trabalhadores ainda reivindicam por contratação de mais pessoal e também por reajuste salarial- foto: Josemar Antunes

Além de protestarem pela não privatização da estatal, os trabalhadores ainda reivindicam por contratação de mais pessoal e também por reajuste salarial- foto: Josemar Antunes

Um grupo de funcionários, entre efetivos e terceirizados, da Petrobras aderiu na manhã desta terça-feira (3) ao movimento nacional de greve da categoria, deflagrado no último dia 1º. Membros da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com carros som, cruzaram os braços apoiando o ato dos trabalhadores da Petrobras, filiados aos 12 sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Além de protestarem pela não privatização da estatal, os trabalhadores ainda reivindicam por contratação de mais pessoal, para suprir a mão-de-obra insuficiente e também por reajuste salarial.

“A Petrobras fez pouco caso para a nossa busca em fazer uma greve dentro da lei. Em vista disso, nós deflagramos a greve, que foi aprovada por 74% dos petroleiros em todo o país através da FUP”, disse o coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindpetro-AM), Acácio Carneiro.

“Nós estamos em período de data-base, estamos unidos nessa pauta em defesa da Petrobrás como empresa indutora do desenvolvimento de nosso país. Os problemas e denúncias que estão ocorrendo dentro da estatal, como a roubalheira do ex-diretor de refino e abastecimento Paulo Roberto Costa, envolvido na corrupção do Lava-jato, não pode ser o motivo para deixar que trabalhadores honestos sejam prejudicados. Se roubou tem de ser preso”, disse Carneiro.

O sindicalista informou ainda “que a população pode ficar tranquila, pois não haverá desabastecimento, por enquanto”.

Para dar apoio aos trabalhadores, o presidente do Sindicato da Construção Civil e Montagem de Gasoduto e Oleoduto do Estado do Amazonas (Sintracomec-AM), Cícero Custódio, também foi ao local.

Ele disse que “se a manobra dentro do congresso, liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) e alguns empresários, não for resolvida em favor dos trabalhadores, a empresa no Amazonas irá fechar e a população será prejudicada com desabastecimento dos produtos oferecido”.

Matéria atualizada às 12h para inserção de informações

 

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