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Petroleiros do AM participam de paralisação nacional de advertência

Petroleiros querem investimentos e empregos na Petrobras – foto: divulgação

Petroleiros querem investimentos e empregos na Petrobras – foto: divulgação

Um grupo de moradores de áreas alagadas do bairro São Jorge, Zona Oeste, realizam neste momento uma manifestação reivindicando da Prefeitura de Manaus a segunda parcela do auxílio ‘bolsa enchente’, que estaria atrasada.

Usando equipamentos domésticos, como geladeiras e cadeiras, eles bloquearam a avenida São Jorge um pouco antes da ponte que dá aceso à avenida Constantino Nery, comprometendo o trânsito na área. Um grande congestionamento começa a se formar no local.

Mais informações em instantes
Pelo menos 700 trabalhadores da Petrobras e de empresas que prestam serviços terceirizados à estatal no Amazonas aderiram à paralisação de advertência que a categoria está promovendo em âmbito nacional.

O movimento teve início às 23h desta quinta-feira (23) e deve seguir até às 23h de hoje (24). Na manhã desta sexta-feira (24). O ato tem como principal ponto de encontro a sede da Refinaria de Manaus (Raman), no Distrito Industrial, na Zona Sul.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo do Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Viana Carneiro, as reivindicações são pela manutenção de empregos, e mais investimentos na empresa. De acordo com ele, 40 mil trabalhadores já estão desempregados.

Acácio afirmou que após a paralisação de advertência, os presidentes de sindicatos se reunirão em Brasília para analisar os resultados da paralisação e decidir o que será feito em relação a outras paralisações.

Segundo o sindicato, as bases que serão afetadas no Amazonas são: a base da diretoria de gás natural, no bairro Vieiralves, Zona Centro Sul, a base compartilhada, na avenida Darcy Vargas, Zona Centro Sul, a unidade no parque 10, Zona centro Sul, a refinaria Raman, e na base administrativa Transpetro, na rua Humberto Calderaro, na Zona Centro Sul.

A paralisação dos petroleiros no Amazonas é coadunada com uma paralisação de nível nacional. Segundo Acácio, para tentar desestabilizar a manifestação da categoria, a Petrobrás enviou uma nota aos sindicalistas. “As pessoas que querem desmotivar a paralisação são os mesmos que deixaram a Petrobras numa situação ruim”, disse.

Corrupção
Os funcionários da estatal ressaltam que a Petrobras não pode ser prejudicada pelas pessoas envolvidas no ‘Lava Jato’. O atual cenário da Petrobras é de escândalos e as investigações na estatal crescem a cada dia.

No mês passado, a procuradoria da Suíça encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) brasileiro um relatório de cooperação internacional que aponta evidências de que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, recebia dinheiro em contas no exterior. O documento foi protocolado na ação penal que tramita contra ele na primeira instância da Justiça Federal.

Ontem, a Suíça informou que ampliou uma investigação de corrupção na Petrobras para incluir a construtora Odebrecht SA e outras companhias associadas.
Para o coordenador do Sindipetro-AM, o cenário mostra que os trabalhadores precisam lutar para que o nome da estatal não continue a ser manchado e para que empregos sejam mantidos.

Por Asafe Augusto

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