Economia

Petroleiros discutem pauta de reivindicações e podem decretar greve no Amazonas

Petroleiros que atuam na Reman podem paralisar atividades - fotos: Josemar Antunes

Petroleiros que atuam na Reman podem paralisar atividades – fotos: Arquivo AET

O Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindpetro) deve decidir por paralisar as atividades na próxima quinta-feira (29), após uma reunião com a diretoria da Petrobras. Na ocasião, a pauta de reivindicações será discutida e, se não houver acordo, os profissionais devem entrar em greve por tempo indeterminado. A informação foi repassada pelo secretário de finanças do Sindpetro, Roberto Albuquerque Pinheiro.

Segundo Roberto, 11 assembleias já foram realizadas nas refinarias de Manaus e Coari. Os petroleiros, na sua maioria, votaram a favor da paralisação. Se não houver um acordo com a estatal, a data será definida a partir de outubro.

No mesmo dia, a categoria vai fazer um protesto para pressionar o fechamento do acordo com a direção da Petrobras. As atividades serão paralisadas por volta das 7h e a interrupção deve ser mantida por um período de até quatro horas. Os profissionais vão fazer o manifesto na frente da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

“Ainda não há uma data prevista para a greve aqui no Amazonas. Finalizamos a última assembleia nesta terça-feira e, por enquanto, a maioria decidiu pela paralisação. Mas nós vamos aguardar a reunião com a Petrobras na quinta e pressionar a direção com o ato pacífico. O objetivo é que a estatal assine o Termo Aditivo”, frisou Roberto.

Além de cobrar uma nova proposta econômica e resposta para as pendências do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2015-2017), o sindicato – que filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP) – reivindica a volta dos investimentos na empresa, a reposição da inflação e o acréscimo de 5% do ganho real.

O novo Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 divulgado no último dia 20 pela Petrobras prevê investimentos menores nos próximos cinco anos. A previsão é de US$ 74,1 bilhões em investimentos, o que equivale a uma queda de 25% em relação ao plano anterior (período de 2015 a2019), revisado em janeiro deste ano e que previa investimentos de US$ 98,4 bilhões.

“Existem alguns projetos que foram deixados de lado após os esquemas de corrupção virem à tona com a Operação Lava Jato. A empresa deixou de investir principalmente no setor de refino. Entre as propostas que queremos retomar é a ampliação da refinaria em Manaus”, disse.

A FUP quer um posicionamento da empresa sobre o Termo de Ciência e Responsabilidade que foi apresentado pelas direções sindicais. O documento cobra o cumprimento na íntegra de todos os procedimentos de segurança previstos pelo Ministério do Trabalho e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por Bruna Souza equipe EM TEMPO

 

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