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Petroleiros deflagram nova greve no Amazonas

Paralisação iniciada neste domingo (1º) em todo o país, inclusive no Amazonas, será por tempo indeterminado, segundo o Sindipetro-AM – foto: divulgação

Paralisação iniciada neste domingo (1º) em todo o país, inclusive no Amazonas, será por tempo indeterminado, segundo o Sindipetro-AM – foto: divulgação

 

Servidores da Petrobras no Amazonas vão realizar amanhã (3), às 6h, um ato público em frente à sede da refinaria da empresa em Manaus, no Distrito Industrial 1, Zona Sul.

A manifestação acontece depois de a categoria ter iniciado ontem (1º) uma greve por tempo indeterminado no Estado em consonância ao movimento nacional norteado pela Federação Única dos

Petroleiros (FUP), que tem apoio dos 12 sindicatos espalhados pelo Brasil, entre eles, o Sindicatos dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindepetro-AM).

O dirigente da entidade, Acácio Viana informou que a principal linha de reivindicações dos servidores, vai além de questões trabalhistas. Ele salientou que a categoria é contra os desinvestimentos que a Petrobras vem fazendo em busca de captar recursos.

Entre eles estão o aumento de demissões, a redução de direitos trabalhistas e, principalmente, a venda de ativos da empresa. “Não podemos permitir que a empresa se venda pondo em risco um patrimônio que é do país inteiro. Os servidores não estão de acordo com essa alienação desse bem que temos”, disse.

Viana falou ainda que além desse principal pleito, os servidores já estão com a data base vencida, que, é 1º de setembro, e até o momento não foi atendida.

Os servidores vinham lutando para entrar em um diálogo com a empresa e iniciar as negociações, mas sequer foram atendidos nesse período. Eles ainda entraram em debates com o Ministério

Público do Amazonas (MP-AM), mas a empresa a todo o momento se negou em participar. No último dia 24 de setembro, os sindicalistas entraram em greve por um dia, mas não tiveram os efeitos necessários.

Outro pleito dos petroleiros diz respeito à garantia de segurança no ambiente de trabalho. Viana informou que apenas nesse ano de 2015, já morreram 16 trabalhadores na empresa.

Documento

A FUP elaborou um documento chamado “Pauta pelo Brasil” que contém 13 itens falando a respeito da discussão em torno da venda de ativos da empresa. O texto manifesta também total desacordo dos servidores do país com as decisões administrativas que vem sendo tomadas.

Segundo Viana, esses acontecimentos são reflexões das ondas de corrupção que atingiram a Petrobras, ultimamente.

A greve dos petroleiros foi deflagrada ontem com a paralisação dos postos de trabalhos. A greve visa mobilizar os servidores de regime ininterruptos das refinarias Reman, em Manaus, e de Urucu, em Coari, e os funcionários do regime administrativos que tem carga horária limitada.

Viana salientou que as reuniões acontecem a nível nacional, mas elas têm participação direta de todos os sindicatos nos Estados brasileiros. Além disse Viana alertou que apesar das paralisações, os serviços essenciais que beneficiam a população, não serão prejudicados.

Em nota, a Petrobras informou que está disposta a discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Sobre a greve, ela disse que “não há prejuízos à produção ou ao abastecimento do mercado”.

Por Joandres Xavier

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