Economia

Petrobras oferece reajuste de 8,11% e diz estar disposta a negociar com grevistas

Os petroleiros deram início ao movimento grevista por tempo indeterminado no último domingo (1º) – foto: divulgação

Os petroleiros deram início ao movimento grevista por tempo indeterminado no último domingo (1º) – foto: divulgação

A Petrobras informou que está à disposição para discutir as cláusulas do Acordo Coletivo Trabalhistas (ACT) dos servidores da estatal na mesa de negociação. A informação foi repassada por meio de nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (2). Os petroleiros deram início ao movimento grevista por tempo indeterminado no último domingo (1º), alegando como principal reivindicação, a interrupção da venda de ativos que a empresa está fazendo para captar recursos.

O texto enviado pela petroleira diz ainda que na última quarta-feira (28), a empresa propôs um reajuste de 8,11% na tabela salarial, além de salientar que reuniões já estariam acordadas entre as partes para discutir as clausulas da ACT. O texto finaliza ressaltando que em relação às mobilizações dos sindicatos em algumas unidades da companhia, não há prejuízos à produção ou ao abastecimento do mercado.

No entanto, o dirigente do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindepetro) Acácio Viana, em entrevista neste domingo (1º), argumentou que há dois meses a categoria vem tentando entrar em diálogo com a empresa, mas sequer foram recebidos em todo esse período.

Viana também disse que os sindicalistas entraram em um debate, junto ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), e convidaram uma representação da empresa para participar das discussões, mas esta teria se recusado a entrar no diálogo.

Além da paralisação da venda de ativos da Petrobras, os servidores reivindicam melhoras nas condições de segurança no trabalho. Em entrevista, o dirigente do Sindepetro-AM informou que apenas neste ano de 2015, já haviam morrido 16 trabalhadores nas refinarias do Amazonas. Outro pleito em pauta é o pagamento da data-base que está em atraso há dois meses, desde o dia 1º de setembro.

O movimento grevista da categoria dos petroleiros está acontecendo em nível nacional partindo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com o apoio dos 12 sindicatos espalhados pelo Brasil, inclusive do Amazonas, e ainda conta com a participação da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Por Joandres Xavier

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