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Petista João Pedro Gonçalves é exonerado da presidência da Funai

João Pedro assumiu a presidência da Funai no dia 17 de junho de 2015, após uma disputa acirrada entre parlamentares - foto: divulgação

João Pedro assumiu a presidência da Funai no dia 17 de junho de 2015, após uma disputa acirrada entre parlamentares – foto: divulgação

O ex-senador pelo Amazonas, João Pedro Gonçalves da Costa (PT) foi exonerado da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), cargo que ocupava há quase um ano. A exoneração foi publicada na edição desta sexta-feira (3), do Diário Oficial da União (DOU). O presidente interino Michel Temer (PMDB) ainda não divulgou o nome de quem ocupará o cargo.

João Pedro assumiu a presidência da Funai no dia 17 de junho de 2015, após uma disputa acirrada entre  parlamentares, mas o ex-senador conseguiu a vaga após articulações de petistas com a presidente  afastada Dilma Rousseff (PT), alegando que o novo presidente da Funai deveria ser da região Norte, já que aqui concentra-se o maior percentual de indígenas no país.

Através do seu Facebook, o petista informou o desligamento do cargo e disse que continuará  “levando a luta dos povos indígenas aos espaços de participação social e militância política”. O ex-parlamentar relatou que estar à frente do órgão o fez tomar ciência dos desafios impostos à política indigenista e da importância do Governo Federal fortalecer a Funai.

“Nesse período, pude viajar pelas cinco regiões do Brasil e identificar os problemas vivenciados pelos servidores e povos indígenas. Conclui que a Funai e a  Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) são as únicas instituições que realmente têm presença dentro das terras , junto aos povos indígenas. No entanto, essa presença ainda é muito tímida diante da complexidade e da grandiosidade representados pelos povos indígenas do Brasil e das demandas por eles apresentadas cotidianamente”, escreveu .

O ex-presidente da Funai finalizou a declaração agradecendo aos servidores da fundação. “Sei que fizemos pouco se olharmos o que ainda precisa ser feito para garantir a efetividade dos direitos indígenas. Mas quero deixar registrado que fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance. Não descansamos nenhum dia e não iremos abrir mão das lutas que ainda teremos que travar. Fica aqui o meu abraço e a minha solidariedade e cada uma e cada um que dedica sua força, sua energia, sua esperança para fazer um mundo melhor para os povos indígenas”.

Mudanças

Também foi publicada hoje, a nomeação da secretária especial de políticas para as mulheres, Fátima Pelaes. A secretaria é subordinada ao Ministério da Justiça e Cidadania.

O anúncio do nome de Fátima Pelaes para a secretaria provocou repercussão na imprensa por ela ter se manifestado contra a descriminalização do aborto quando exercia o mandato de deputada federal. Fátima divulgou nota afirmando que seu posicionamento não vai afetar o debate de qualquer questão durante sua gestão na secretaria e que a mulher vítima de estupro que optar pela interrupção da gravidez deve ter total apoio do Estado.

Matéria publicada hoje (3) pelo jornal Folha de S. Paulo diz que Fátima Pelaes é apontada em investigação do Ministério Público Federal como integrante de uma articulação para desviar R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares em esquema desmantelado pela Operação Voucher, em 2011. Na época, o nome dela foi citado ligado a uma organização não governamental fantasma que havia celebrado convênio com o Ministério do Turismo. As investigações estão em andamento. Por meio da assessoria, Fátima Pelaes divulgou o seguinte posicionamento: “Eu confio no trabalho da polícia e da justiça e estou tranquila de que tudo será esclarecido”.

Além das nomeações de Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo para a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de cinco diretores para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para as diretorias do BNDES foram nomeados: Cláudia Pimentel Trindade Prates, Marilene de Oliveira Ramos Múrias dos Santos, Ricardo Baldin, Ricardo Luiz de Souza Ramos e Vinícius Carrasco. Está publicada ainda a nomeação de Ana Paula Vitali Vescovi para o cargo de secretária do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

Por Kattiúcia Silveira e Agência Brasil

 

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