Cultura

Peteleco faz apresentação especial para a criançada no teatro Gebes Medeiros

O espetáculo trará temas voltados para o público infantil, cujo texto vem diretamente do acervo de piadas e histórias que o artista acumulou durante os anos - foto: divulgação

O espetáculo trará temas voltados para o público infantil, cujo texto vem diretamente do acervo de piadas e histórias que o artista acumulou durante os anos – foto: divulgação

Passando de geração a geração, o único boneco negro do Brasil, Peteleco, que encanta de crianças a adultos, completou 59 anos de idade e será apresentado pelo seu criador, o ventríloquo Oscarino Farias Varjão no show dias 22 e 29 de julho (sextas-feiras), às 18h30, no Teatro Gebes Medeiros (av. Eduardo Ribeiro, nº 937 – Centro). A apresentação tem entrada gratuita e vai mostrar aos fãs de “Peteleco” e às novas gerações, o talento, a graça, a inteligência e o carisma das histórias contadas por ele, com muita interação com o público.

O espetáculo, conta Varjão, trará temas voltados para o público infantil, cujo texto vem diretamente do acervo de piadas e histórias que o artista acumulou durante os anos. “Tenho uma relação de piadas e paródias, separados por tema infantil e tema adulto. E, quando escrevo uma piada, já separo o meu texto e o texto dele. Sempre procuro educar dentro da brincadeira”, conta Oscarino Varjão.

O artista diz, ainda, que apesar de ter abandonado a escola aos 15 anos de idade, nunca precisou de ajuda para escrever seus textos. “Meu pai não queria que eu trabalhasse com boneco por medo das minhas respostas. Sempre que alguém me ofendia, eu retrucava com violência verbal. Ele queria que eu fosse médico ou advogado, mas não deu mais para estudar, e comecei como ventríloquo. O nome Peteleco foi sugerido pelo meu pai. A cor do boneco é uma homenagem a ele também”, lembra Oscarino.

Alegria

Feito de papel madeira, tecido e cola, com braços de madeira, sem nunca ter sido reformado, Peteleco encanta gerações por conta do seu jeito. “Peteleco está ficando velho, mas eu nunca o reformei. Se pintar, perde a graça, por isso ele é o mesmo há 59 anos. Não posso nem contar do que ele é feito. E ele não perde para ninguém, e responde rápido a tudo. Infeliz de quem dá confiança para ele”, ri.

A vida de Oscarino Varjão foi dedicada ao boneco, que o levou para os quatro cantos do Brasil. Agora, recuperado de um acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu em 2004, o pai de Peteleco diz que quer continuar trabalhando, levando alegria para os amazonenses.

Para o secretário de Estado de Cultura, é uma grande alegria poder receber Oscarino com o seu Peteleco, um legado da cultura regional. “Ao longo dos anos, o boneco Peteleco vem fazendo parte do imaginário do amazonense, contando histórias e divertindo tanto adultos como crianças. Seu papel é grandioso para a história da nossa arte, por abordar assuntos atuais e educativos”, ressaltou.

Neste mês, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas irá conceder a Oscarino Varjão o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Amazonas, por sua história de amor e dedicação à cultura do Amazonas.

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