Economia

Pesca esportiva no Estado a um passo do crescimento

Associação, que nasce a partir de um grupo de amigos apaixonados pelas atividades nos rios do Amazonas, planeja gerar renda para ribeirinhos e preservar a principal espécie da prática esportiva, que é o tucunaré - divulgação

Associação, que nasce a partir de um grupo de amigos apaixonados pelas atividades nos rios do Amazonas, planeja gerar renda para ribeirinhos e preservar a principal espécie da prática esportiva, que é o tucunaré – divulgação

Sempre que um novo governo assume, o discurso de encontrar novos caminhos para fortalecer a economia do Estado sempre é posto em questão. Deixando a falácia de lado e partindo para a prática, um grupo de 60 pessoas decidiram fundar a Associação de Pescadores Esportivos de Manaus (Apem), com o objetivo de fortalecer a atividade no Estado e fomentar a economia nos municípios amazonenses.

Apesar de ainda não ter sido oficialmente instituída, a associação terá como presidente o empresário Roberto Bessa. Ele diz que enxerga a nova entidade com a possibilidade real de gerar recursos para os ribeirinhos  das regiões amazonenses onde a prática é possivel, além de preservar a espécie de um dos peixes mais procuradores por quem ama a pesca esportiva na região, o tucunaré.

“Como isso é uma paixão nossa, de todos os nossos 60 associados, o que a gente está querendo é isso, esse espaço para propagar os benefícios da pesca, mostrar que o peixe vale muito mais vivo do que morto e que toda a população tem a ganhar com isso. É uma atividade que está aí, ociosa, ninguém pegou ela com carinho. A Apem vem justamente para tentar preencher esta lacuna”, explica Bessa.

De acordo com o empresário, as conversas sobre a fundação da entidade já vinham de pelo menos três anos. Além do ganho econômico para as regiões abundantes em tucunaré, a preservação da espécie é uma das bandeiras levantadas pela Apem. A entidade aposta nas competições para atrair ainda mais pescadores desportivos brasileiros e estrangeiros.

“Nós estamos em processo de profissionalização da pesca. A associação veio justamente com esse objetivo. Inclusive, nós estamos com um projeto bem legal agora, que é o lançamento do sistema de recorde. Estamos no oásis da pesca, o mundo inteiro quer estar aqui. Nós sempre achamos que poderíamos fazer algo para que ficássemos em evidência”, avalia Bessa.

Segundo ele, os indicadores acerca da pesca esportiva são animadores. Somente em Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus), que é uma das regiões onde mais se “fisga” peixes no Amazonas, R$ 62 milhões foram movimentados em torno da pescaria. O empresário acredita que os números podem triplicar a partir no momento em que a atividade for regulamentada.

“Estamos fazendo de tudo para que a pesca seja realmente vista como um diamante para o Estado, em termos em retorno financeiro. Estudos científicos mostram que o tamanho do peixe está diminuindo. Estou nessa caminhada com alguns amigos porque é o nosso lazer. Se a gente não tiver mais essa opção, nós vamos perder nossa maior brincadeira”, aponta o empresário.

Potencial

Considerado o “Pelé” da pesca esportiva, Gilberto Fernandes aprova a criação da associação. Para ele, a Apem pode contribuir tanto na questão de crescimento econômico quanto no aspecto de preservação do peixe. Ele avalia esse passo é muito importante porque o Estado possui vocação turística e é dono do maior conjunto de flora e fauna do mundo.

“A pesca esportiva atrai muita gente. Nesse sentido, a atividade atrai recursos para o Estado e se bem trabalhado, gera dinheiro para o ribeirinho. O turismo é um dinheiro que entra fácil, bem-vindo. E nós temos a sorte de ter aqui um dos melhores peixes esportivos do mundo, que é o tucunaré”, salienta Fernandes.

Por André Tobias

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