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Peru decreta emergência após protesto contra mina de cobre com três mortos

A mina de Las Bambas, da MMG, é estimada em US$ 7,5 bilhões - foto: reprodução

A mina de Las Bambas, da MMG, é estimada em US$ 7,5 bilhões – foto: reprodução

O presidente do Peru, Ollanta Humala, decretou estado de emergência nesta terça-feira (29) no sul do país após um confronto entre polícia e manifestantes que deixou três mortos e 23 feridos. Eles protestavam contra o projeto de abertura de uma mina de cobre.

A decisão de Humala suspende os direitos civis e autoriza o uso de força militar por 30 dias nos departamentos andinos de Cusco e Apurimac, onde a companhia chinesa MMG está construindo a mina de Las Bambas.

Segundo as autoridades, os manifestantes participavam de um ato no distrito de Challhuahuacho, quando a polícia interveio. Eles exigiam que a MMG contratasse mais mão de obra local e que revisasse seu plano ambiental, de forma que a cidade não precisasse arcar com os rejeitos da mina.

Cerca de 1.500 policiais e 150 militares foram enviados às localidades próximas devido aos protestos, que tiveram início na última sexta (25).

A mina de Las Bambas, da MMG, é estimada em US$ 7,5 bilhões. É o maior projeto de mineração em curso no país e está previsto para entrar em operação em 2016.

O governador de Apurimac, Wilber Venegas, afirmou que a polícia atirou cinco vezes contra manifestantes durante os atos, que foram pacíficos em sua maioria.

O governo de Humala afirmou que as forças de segurança usaram munição letal para se defenderem de manifestantes violentos dentro das instalações de Las Bambas.

Humala já declarou emergência várias vezes ao longo dos quatro anos de seu mandato para acalmar manifestações contra projetos de mineração, incluindo o projeto suspenso de Conga, da Newmont Mining , no valor de US$ 4,8 bilhões, e da mina de Tia Maria, da Southern Copper, de US$ 1,4 bilhão, recém-abandonado.

O Peru é o terceiro maior produtor de cobre do mundo e espera quase dobrar sua produção nos próximos anos, apesar dos conflitos das populações locais com as mineradoras em pequenas cidades, nas quais os fazendeiros temem que a poluição afete seus negócios.

Por Folhapress

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