Economia

Peru, chester e pernil não terão aumentos no Natal, diz BRF

Os produtos de Natal comercializados pela BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, não sofrerão aumentos, afirmou o presidente da companhia, Pedro Faria, em evento em Nova York, nesta segunda-feira (2).

O executivo disse que, mesmo que outros alimentos encareçam, clássicos da ceia como peru, chester e pernil terão os preços mantidos. “[Os brasileiros] vão precisar de alguma alegria e queremos que venha de nossos produtos”, afirmou Faria.

Declaração da companhia de que preços têm sido segurados ao longo de 2015 devido ao acirramento da competição, feita na semana passada, derrubou em cerca de 10% o valor das ações da BRF na BM&F Bovespa, na sexta-feira (30).

A baixa aconteceu após o anúncio do grupo de um aumento de 53,3% no lucro líquido do grupo, registrado em R$ 877 milhões no terceiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2014.

Apesar do resultado, o lucro operacional sobre a receita (margem Ebit) da BRF no Brasil caiu de 9,8% no segundo trimestre de 2015 para 5,7% no terceiro. Segundo Faria, isso se deveu, entre outros motivos, a provisões de despesas de R$ 185 milhões com vendas para a Venezuela.

Outros fatores foram o investimento em marketing para o relançamento da Perdigão, a partir de julho deste ano, e a desvalorização do câmbio. Cerca de 55% da receita do grupo é obtida fora do país. Excluindo-se esses aspectos, argumenta o executivo, a operação no Brasil continua no mesmo ritmo.

Mas a regional da BRF no Oriente Médio e África registrou resultados mais expressivos. Pela primeira vez, a regional superou o braço brasileiro do grupo em lucro operacional, registrando R$ 365 milhões no terceiro trimestre do ano, ante R$ 103 milhões no mesmo período de 2014.

No Brasil, o lucro operacional caiu de R$ 410 milhões no terceiro trimestre de 2014 para R$ 226 milhões no terceiro trimestre de 2015.

Abilio Diniz, presidente do conselho da BRF, disse que a estratégia é a mesma e visa o longo prazo. “Não jogamos no curto prazo. Claro que não estamos felizes com como o mercado entendeu, mas manteremos do nosso jeito, fazendo o melhor para a companhia”, afirmou.

Por Folhapress

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